"Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas possa mudar o mundo; de fato, sempre foi, somente, assim que o mundo mudou."
(Fritjof Capra)
Traduzir esta página para:
quinta-feira, 16 de junho de 2011
A verdade e a mentira
Diante de tudo que se tem presenciado no mundo político sujo, das farsas, dos acordos, das trocas de favores, articulações, manobras, dissimulações, mais especificamente hoje, pelo o que está se passando com Campinas, minha cidade querida, não poderia deixar de compartilhar meu repúdio à mentira. Mentiras sórdidas para manutenção do Poder a qualquer preço.
Como bem disse minha amiga Sonia Amorim em seu blog que trata da verdade e da cidadania "Corrupção nos três po
Corruptos, corrompidos e corruptores são mentirosos, ardilosos e em grande parte PSICOPATAS. Tumores malignos no tecido social..." Eu só acrescento para que fique claro que falo de Governo Federal, estaduais e municipais e não só deste País. Para não me estender mais e acabar por falar "demais" trouxe para reflexão dos meus amigos dois textos. Abaixo segue uma crônica interessante da jornalista Diléa Frate e em seguida o texto retirado do blog da Sonia Amorim de autoria de Marcelo Barros "Porque os grandes do mundo mentem"
Acredito que cada vez mais precisamos despertar do profundo sono a que nos induziram durante todos estes anos. Sair da condição de adormecidos para de estarrecidos com a sujeira toda a que nos submeteram. Pegar cada um seus apetrechos de faxina e iniciarmos a limpeza necessária, pois, não é possível aceitar, nos permitir conviver com tanta imundice. (Rosa Zamp)
"A verdade e a mentira
(Diléa Frate)
A verdade marcou um encontro com a mentira. A verdade chegou na hora, pontual e certa. A
mentira chegou atrasada, e se justificou: "Minhas pernas são curtas e bambas. Mas não conte a
ninguém". A verdade nada disse. Apenas sorriu.
A mentira prosseguiu: "O que você quer de mim? Eu sou bonita, você é feia, eu sou jovem, você
é velha, eu sou extrovertida, você é tímida, eu sou agradável, você, desagradável, eu sou, enfim, aquilo que as pessoas querem. Posso ser qualquer coisa, estar em qualquer lugar, posso fazer tudo o que quero, e, francamente, não vejo o porquê de estar aqui, nesse momento, perdendo o meu tempo com alguém que não é bem aceita em todos os lugares. O que você quer de mim, afinal?", disse a mentira com a voz ligeiramente esganiçada.
A verdade, com voz límpida e cristalina, respondeu apenas: "Quero lhe dizer que, apesar de sua
beleza e formosura, eles querem a mim. As pessoas buscam a mim, mesmo quando encontram você".
Na hora de ir embora, sempre apressada, a mentira botou o casaco da verdade e saiu correndo. A
verdade, para não passar frio, botou a roupa da mentira. E todo mundo achou que a verdade era a
mentira e a mentira era a verdade. Mas foi só por um tempo: logo o vento forte soprou revelando as
pernas curtas e bambas da mentira disfarçada."
O artigo abaixo fala do livro que trata da questão mentira na política.
Buscado no blog: http://abraabocacidadao.blogspot.com da querida Sonia Amorim
PORQUE OS GRANDES DO MUNDO MENTEM
Marcelo Barros*
É o título de um livro (Why Leade rs Lie) que acaba de ser publicado por John Mearsheiner, professor de Ciências Políticas na Universidade de Chicago (Internazionale, 27/5/2011, p. 5). O livro elenca mentiras graves proclamadas por Donald Rumsfeld, ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos (“Sabemos onde estão as armas de de struição em massa.”), do premier italiano Sílvio Berlusconi (“A esquerda italiana quer transformar nossas cidade s em acampamentos de ciganos, invadidas por estrangeiros.”) e por preside ntes de vários países de mocráticos. Aliás, segundo o professor, os governos de países ditos de mocráticos mentem mais, já que os ditadores não precisam mentir. Não de pende m do consenso de seus cidadãos.
As mentiras dos pode rosos são de vários tipos. Há as de caráter pessoal, como quando de pois de eleitos, os políticos esquecem ou negam promessas de campanha. Há mentiras de conteúdo econômico. E há as que justificam ou provocam guerras, massacres de povos inteiros e lançam países em aventuras inconcebíveis e inconsequentes, como fez George Bush e agora fazem os governos que coorde nam ações militares na Líbia e em outros países. Um bispo católico de Trípoli de clarou: “As tropas da Otan estão jogando bombas sobre alvos civis, de stroem hospitais e tornam nossa vida insuportável. Eram aliados de Gadafi até poucos meses. Agora apoiam os rebelde s para garantir a continuidade dos seus interesses nos poços de petróleo e minérios do país”. Nos Estados Unidos, Nethanhyahu, primeiro-ministro de Israel, de clarou que é a favor da paz no Oriente Médio, mas, ao mesmo tempo, de ixou claro que é contrário a um Estado palestino. O que está por trás de sta mentira é: “precisamos vende r as armas que fabricamos e não temos contra quem usá-las a não ser contra os palestinos. Por isso, continuaremos a guerra”.
No Brasil, entre outros políticos processados, um vice-prefeito foi preso e um ex-ministro do governo está sob investigações, acusados de corrupção econômica. Como outros povos do mundo, os brasileiros estão cada dia mais preocupados com a corrupção que mina nossas instituições sociais e políticas. Por outro lado, a imprensa e os partidos de direita que não se incomodavam muito quando a corrupção era praticada por seus aliados, agora aproveitam qualquer chance para atacar o governo. Nos anos 1990, a propaganda oficial era que um remédio contra a corrupção era privatizar as empresas estatais. Privatizaram tudo o que foi possível e a corrupção continua inabalável. Nos anos mais recentes, a imprensa tem de nunciado sinais de corrupção, até quando não pode prová-la. A Polícia Fede ral atua mais fortemente do que antes. Políticos que antes nunca foram incomodados estão indo para a cade ia e responde m a processos. Mesmo assim, a corrupção continua. Os meios de comunicação e a sociedade em geral veem a corrupção como uma falha moral de alguns políticos. Não percebem que, no sistema vigente no Brasil e na sociedade dominante, a corrupção é um problema em primeiro lugar político e estrutural. É mais um sintoma de doença do que uma doença em si mesma. Não adianta combater a corrupção apenas como uma falha moral de alguns políticos e não buscar as causas estruturais. É preciso perceber que sem uma transformação no sistema social e econômico que provoca isso, nunca se resolverá esta epide mia. Um sistema econômico que mantém de sigualdade s tão terríveis como no Brasil não pode ser isento de corrupção. A corrupção não é apenas o roubo e a riqueza obtida de forma claramente de sonesta. O lucro exorbitante dos grande s bancos, contra os quais ninguém protesta, é uma forma de corrupção do pode r. Um político eleito para um tipo de programa de governo, que trai seus eleitores e realiza uma gestão contrária àquela para a qual foi eleito, comete uma corrupção política.
Para de struir uma praga, é preciso remover as raízes do problema. Só venceremos profundamente a corrupção quando conseguirmos, a partir das bases, organizar uma sociedade participativa que não apenas eleja governos, mas os controle e tenha o pode r de , a todo momento, confirmar ou de stituir os seus representantes legais. Em outros lugares do mundo isto está começando a se fazer. Os pode rosos que mentem e de fende m injustiças estruturais que se cuide m.
imagem: google
Se leu até aqui, meus parabéns ou meus pêsames, pois deve estar tão saturado quanto eu. Beijos amigo(a)s!
Se leu até aqui, meus parabéns ou meus pêsames, pois deve estar tão saturado quanto eu. Beijos amigo(a)s!
segunda-feira, 13 de junho de 2011
A Era Digital (humor também é coisa séria)

A divertida imagem acima, bem como o texto, logo abaixo, referem-se a conteúdo de e-mail que me foi encaminhado pela colega Janaina Senna Martins, multiplicadora em informática educativa do NTE Rio Grande - RS e editora do blog Realidade Virtual , que recebeu de outro colega e assim por diante, nessa grande teia virtual que é o compartilhamento de mensagens de correio eletrônico. Vez em quando, diante de tantas correntes, vírus, spams e outros materiais indesejados, recebemos um material que ainda que tenha como objetivo principal o humor, poderá ser usado como conteúdo reflexivo, sobre as mudanças profissionais e sociais que ocorreram no mundo real, a partir das interações no mundo virtual.
A imagem da idosa com um joytick diante de um videogame que simula o ato de tricotar é emblemática dessa Era Digital, em que a aprendizagem não tem mais idade para iniciar. A aprendizagem é um processo contínuo, por toda a vida, estejamos conectados ao mundo virtual ou ao real.
Abaixo, íntegra da referida mensagem recebida:
Como estamos na "Era Digital", foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade.
1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. A arquivo dado não se olha o formato.
4. Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.
5. Para bom provedor uma senha basta.
6. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
7. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
8. Hacker que ladra não morde.
9. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
10. Mouse sujo se limpa em casa.
11. Melhor prevenir do que formatar.
12. Quando um não quer, dois não teclam.
13. Quem clica seus males multiplica.
14. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
15. Quem envia o que quer, recebe o que não quer...
16. Quem não tem banda larga, caça com discada.
17. Quem semeia e-mails, colhe spams.
18. Quem tem dedo vai a Roma.com
19. Vão-se os arquivos, ficam os backups.
20. Diga-me que computador tens e direi quem és.
21. Uma impressora perguntou para a outra: - Essa folha é sua ou é impressão minha?
22. Aluno de informática não cola, faz backup.
23. Na informática nada se perde nada se cria. Tudo se copia... E depois se cola.
Postado por José Antonio Klaes Roig
do blog: http://educa-tube.blogspot.com
E eu estou aqui fazendo valer o ítem 23.
- Copiado e colado?
- Positivo!
(Rosa Zamp)
sábado, 11 de junho de 2011
"Existe razão nas coisas feitas pelo coração?"
Uma homenagem ao dia dos namorados, aos 25 anos de um dos maiores clássicos da música brasileira e seu compositor e poeta o grande Renato Russo que se estivesse vivo este ano completaria 50 anos.
A música eternizada da banda Legião Urbana virou um curta magnificamente elaborado que vem batendo recordes de acesso nas redes sociais, um fenômeno da internet no Brasil, embora tenha uma propaganda ao final feita de forma discreta. O filme ficou espetacular e vale assistir a história de amor eterno neste fim de semana em que se comemora o dia dos namorados.
Aproveitem o vídeo, a música, namorem muito, beijem muito e acreditem: o Amor sempre vale a pena! (Rosa Zamp)
Eduardo e Mônica
Legião Urbana
Composição : Renato Russo
Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não tô legal", não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Salvem as nossas florestas...salvem a Humanidade!
Apelo ao Senado Federal e a Presidenta Dilma Rousseff para impedir a aprovação do novo Código Florestal. Abaixo a ganância!
A Severn Cullis Suzuki a menina canadense que calou o mundo em 1992 na ECO 92 – durante Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que ocorreu no Rio de Janeiro- Brasil sobre que futuro e planeta as nações pretendiam deixar para as crianças. Indico que Leia e assista ao vídeo.
A magnânime resposta do Senador Cristovam Buarque que em 2001 Durante um debate em uma Universidade, nos Estados Unidos foi questionado por um estudante universitário americano — que disse solicitar a resposta de um humanista e não de um brasileiro — acerca da internacionalização da Amazônia. E que numa resposta brilhante, de improviso calou os americanos. Indico que Assista ao vídeo
Enfim, em nome do povo que habita esta terra, de todos os povos, se isso não lhes tocar peço em nome de seus filhos, seus netos, de vossa descendente geração para que se lembrem que está em vossas mãos muito do futuro do ar que respiraremos, da água que beberemos, das consequências de seus atos no presente.
O amanhã, o destino das próximas gerações se escreverá através de suas mãos, portanto pensem nisso.
imagens e charges: da internet
terça-feira, 7 de junho de 2011
Quadrilha está em alta...hum, qual delas???
OU
A primeira imagem tem como definição: no folclore brasileiro dança tradicional em festas juninas.
Sou do tempo - não faz tanto tempo assim - que Quadrilha era sinônimo da festa folclórica comemorada no mês de Junho. As famosas festas juninas com muita música, dança, fogueira, quentão, pipoca, ah...tanta coisa boa e dancei em muitas quadrilhas.
Hoje ainda resistem nas escolas como forma de resgatar os costumes e em festas mais tradicionais de determinados estados e municípios.
Já a segunda imagem tem como definição: um grupo unido e fechado, com o intuito de enganar, ludibriar e roubar as pessoas e também, fraudar, tramar, arquitetar, planejar um metodo de como burlar as normas de uma sociedade sem serem pegos, passando por cima de todos que estiverem contra eles sem medir as consequências.
Qual delas está mais em evidência nos dias atuais???
Rosa Zamp
imagens: internet-google
domingo, 5 de junho de 2011
Amor...lembranças...também é preciso!
Para diversificar um pouco compartilho de um vídeo/música, para mim, lindíssimo. Vale a pena recordar e para quem não conhece delicie-se também. (Rosa Zamp)
Viva Forever
(Rowe Matt, Stanard Richard)
Viva Forever
Você ainda se lembra de como costumávamos ser,
Nos sentindo juntos, acreditando em tudo Que meu amor me disse:
Ambos éramos sonhadores Era um jovem amor sob o sol,
Sentia como meu salvador, meu espírito que te dei, Nós apenas começamos
Até amanhã, sempre seja minha
Viva para sempre, eu estarei esperando,
Eternamente, como o sol,
Viva para sempre, para o momento,
Sempre buscando o único.
Sim, eu ainda me lembro de cada palavra sussurrada,
O toque da sua pele, dando vida lá de dentro Como numa canção de amor que eu tinha ouvido
Escorregando pelos dedos, como as areias do tempo,
Promessas feitas, cada memória guardadas como reflexos em minha mente
Até amanhã, sempre seja minha
Viva para sempre, eu estarei esperando,
Eternamente, como o sol,
Viva para sempre, para o momento,
Sempre buscando o
De volta onde eu pertenço agora, era apenas um sonho,
Sentimentos, eles nunca serão vendidas, eo segredo é seguro comigo
Até amanhã, sempre seja minha
Viva para sempre (Viva para sempre),
Eu estarei esperando (Eu estarei esperando),
Eternamente (eterna) como o sol (como o sol),
Viva para sempre (Viva para sempre), para o momento (no momento),
Sempre buscando (Sempre buscando) a um (para um),
Viva para sempre (Viva para sempre),
Eu estarei esperando,
Eternamente, como o sol,
Viva para sempre (Viva para sempre), para o momento,
Sempre buscando o único,
Viva para sempre (Viva para sempre),
Eu estarei esperando,
Eternamente, como o sol,
Viva para sempre (Viva para sempre), para o momento,
Sempre buscando o único (para um)
Viva para sempre, eu estarei esperando (Eu estarei esperando),
Eternamente, como o sol,
Viva para sempre (Viva para sempre), para o momento,
Sempre buscando o único.
Beijos meus amores!
Viva Forever
(Rowe Matt, Stanard Richard)
Viva Forever
Você ainda se lembra de como costumávamos ser,
Nos sentindo juntos, acreditando em tudo Que meu amor me disse:
Ambos éramos sonhadores Era um jovem amor sob o sol,
Sentia como meu salvador, meu espírito que te dei, Nós apenas começamos
Até amanhã, sempre seja minha
Viva para sempre, eu estarei esperando,
Eternamente, como o sol,
Viva para sempre, para o momento,
Sempre buscando o único.
Sim, eu ainda me lembro de cada palavra sussurrada,
O toque da sua pele, dando vida lá de dentro Como numa canção de amor que eu tinha ouvido
Escorregando pelos dedos, como as areias do tempo,
Promessas feitas, cada memória guardadas como reflexos em minha mente
Até amanhã, sempre seja minha
Viva para sempre, eu estarei esperando,
Eternamente, como o sol,
Viva para sempre, para o momento,
Sempre buscando o
De volta onde eu pertenço agora, era apenas um sonho,
Sentimentos, eles nunca serão vendidas, eo segredo é seguro comigo
Até amanhã, sempre seja minha
Viva para sempre (Viva para sempre),
Eu estarei esperando (Eu estarei esperando),
Eternamente (eterna) como o sol (como o sol),
Viva para sempre (Viva para sempre), para o momento (no momento),
Sempre buscando (Sempre buscando) a um (para um),
Viva para sempre (Viva para sempre),
Eu estarei esperando,
Eternamente, como o sol,
Viva para sempre (Viva para sempre), para o momento,
Sempre buscando o único,
Viva para sempre (Viva para sempre),
Eu estarei esperando,
Eternamente, como o sol,
Viva para sempre (Viva para sempre), para o momento,
Sempre buscando o único (para um)
Viva para sempre, eu estarei esperando (Eu estarei esperando),
Eternamente, como o sol,
Viva para sempre (Viva para sempre), para o momento,
Sempre buscando o único.
Beijos meus amores!
quarta-feira, 1 de junho de 2011
As crianças cada vez mais cedo rogam por uma vida digna
Quiido Papai do Céu
Pu favol, põe bastante zuízo nas zentes gandes.
Insina eles a respeitá os bicinhos, as forzinhas, as matas,
os rios, as paias, o mar e todo ar do céu
pa zente num picizá de inalação nem inzeção
que cura dodói e faiz oto dodói.
Insina eles a num bigá, num faze tanta cala feia, num
zogá tanta bomba, num dessá tanta zente sem casinha,
sem papai, sem mamãe, sem papinha.
Insina eles, Papai do Céu, a ficá bem quetinhos no seu colinho,
qui cura tudo lá dento du colação, aí eles vão ficar bem milor,
bem mais bunitinhos!
I a zente vai podê tê futuio nessa Terra linda qui ce deu pa nóis!
Tem pacênça, Papai do Céu, eles ainda apende!
Muito bigado. Amém, um bezo de todas as quianças.
(autoria desconhecida)
Na primeira leitura dessa oração o primeiro instinto é de sorrir e
pensar: que bonitinho, que lindo!
Como educadora e outros poderão confirmar essa fala, as crianças estão cada vez mais
precoces no desenvolvimento intelectual, físico, psíquico, nas ações, nas palavras...
Com a avalanche de notícias trágicas e devastadoras amplificadas pela grande mídia e com a desatenção das famílias que permitem o acesso das crianças aos meios de comunicações como
TV e internet sem o cuidado sobre o conteúdo que estão tendo acesso, o que vemos e ouvimos nas escolas dos pequenos nos deixam muitas vezes assustados, perplexos, até sem argumentos de imediato.
Quando digo pequenos estou falando de crianças ainda no jardim de infância que ainda mal
dominam a linguagem falada.
São muitas as consequências dessa precocidade, mas a pior é perceber em seus olhinhos, em seus desenhos, em suas falas situações que não estavam preparados para vivenciar. Expressões de
preocupação por certos acontecimentos que tomaram conhecimento. Desde quando uma criança deveria ter motivos para preocupar-se com algo? Exceto sobre qual brincadeira vai optar, qual será a próxima peraltice, saciar sua fome, sua sede.
Pois, a sede que muitas vezes vemos expressos nessas crianças não é a de água. É uma sede angustiante de quem não está entendendo ou entendendo muito bem o mundo que os rodeia.
Os educadores precisam cada vez mais estar atentos e preparados ao que as crianças nos transmitem para que nosso apoio seja no mínimo de aconchego, de segurança, de compreensão
do que estão sentindo para que suas inseguranças sejam amenizadas. Além é claro de outras atitudes que todo educador e a escola têm de tomar e que não vou relacionar aqui por que
não é esse o objetivo do post.
Eu só gostaria de compartilhar essa mensagem para pararmos um pouco de olhar para os nossos
próprios umbigos de "adultos" e prestar mais atenção aos nossos filhos, nossos alunos, às
nossas crianças que também e de forma muita mais complexa sofrem com essa sociedade atual que
massifica e massacra desde a mais tenra idade.
(Rosa Zamp)
Imagens: google
domingo, 29 de maio de 2011
Falta ética? Ótimo, mais motivos para lutarmos!
Sempre bom rever e ouvir...
"SÓ DE SACANAGEM
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, “Esse apontador não é seu, minha filha”. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba” e vou dizer:
“Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal!
Sei que não dá para mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!
Elisa Lucinda (Vitória, Espírito Santo; 2 de fevereiro de 1958) é uma poeta, escritora, jornalista e atriz brasileira.
Por tudo que estamos vivendo, presenciando neste país e no mundo afora esse foi (apesar de conhecido) o melhor vídeo/poema que me lembrei para dizer:
Basta, chega de choramingar pelo desatino dos maus, pela manipulação,
pelas loucuras em busca de mais capital, pela dissimulação do bem,
pelos caras de pau, pela matança por mais vinténs.
Não! Lamúrias não salvam nada nem ninguém
e por tudo que nos causam e destroem
é que não deixarei de agir cada vez mais a favor BEM! (Rosa Zamp)
vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=03qln0920mk
Texto: http://radiologiaeinovacao.wordpress.com
"SÓ DE SACANAGEM
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, “Esse apontador não é seu, minha filha”. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba” e vou dizer:
“Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal!
Sei que não dá para mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!
Elisa Lucinda (Vitória, Espírito Santo; 2 de fevereiro de 1958) é uma poeta, escritora, jornalista e atriz brasileira.
Por tudo que estamos vivendo, presenciando neste país e no mundo afora esse foi (apesar de conhecido) o melhor vídeo/poema que me lembrei para dizer:
Basta, chega de choramingar pelo desatino dos maus, pela manipulação,
pelas loucuras em busca de mais capital, pela dissimulação do bem,
pelos caras de pau, pela matança por mais vinténs.
Não! Lamúrias não salvam nada nem ninguém
e por tudo que nos causam e destroem
é que não deixarei de agir cada vez mais a favor BEM! (Rosa Zamp)
vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=03qln0920mk
Texto: http://radiologiaeinovacao.wordpress.com
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Morte anunciada, vaiada e certamente muito comemorada
vídeo de nov/10 de José Claudio em palestra (fala comovente e verdadeira)
Além de sermos obrigados a conviver com a notícia do assassinato desse corajoso defensor do meio ambiente e de sua esposa, ainda somos bombardeados com a notícia abaixo, de que a sua morte foi motivo de vaia em tom de desrespeito, de alívio, de alegria até de pessoas descaradamente imorais, complacentes com a perda de duas vidas em troca de mais espaço para desmatarem mais árvores, matarem mais vidas.
Meu Deus, o que está acontecendo com a humanidade? Dai-nos força e coragem para não sucumbirmos diante de tantas desilusões, diante do desânimo e de tanta desumanidade.
Meu total repúdio a esses monstros que se acham gente! (Rosa Zamp)
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Ato grotesco: ruralistas vaiam anúncio de morte
Era perto das 16h quando uma cena grotesca aconteceu no plenário da Câmara dos Deputados. O líder do Partido Verde, José Sarney Filho, lia uma reportagem sobre o extrativista José Claudio Ribeiro da Silva, brutalmente assassinado pela manhã no Pará, junto com sua mulher Maria do Espírito Santo da Silva, também uma liderança amazônica. Ao dizer que o casal que procurava defender os recursos naturais havia morrido em uma emboscada, ouviu-se uma vaia. Vinha das galerias e também de alguns deputados ruralistas. Leia matéria do Valor Econômico replicada no IHU
Buscado no:http://jaderresende.blogspot.com
vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=CWa7shPsr_M
Além de sermos obrigados a conviver com a notícia do assassinato desse corajoso defensor do meio ambiente e de sua esposa, ainda somos bombardeados com a notícia abaixo, de que a sua morte foi motivo de vaia em tom de desrespeito, de alívio, de alegria até de pessoas descaradamente imorais, complacentes com a perda de duas vidas em troca de mais espaço para desmatarem mais árvores, matarem mais vidas.
Meu Deus, o que está acontecendo com a humanidade? Dai-nos força e coragem para não sucumbirmos diante de tantas desilusões, diante do desânimo e de tanta desumanidade.
Meu total repúdio a esses monstros que se acham gente! (Rosa Zamp)
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Ato grotesco: ruralistas vaiam anúncio de morte
Era perto das 16h quando uma cena grotesca aconteceu no plenário da Câmara dos Deputados. O líder do Partido Verde, José Sarney Filho, lia uma reportagem sobre o extrativista José Claudio Ribeiro da Silva, brutalmente assassinado pela manhã no Pará, junto com sua mulher Maria do Espírito Santo da Silva, também uma liderança amazônica. Ao dizer que o casal que procurava defender os recursos naturais havia morrido em uma emboscada, ouviu-se uma vaia. Vinha das galerias e também de alguns deputados ruralistas. Leia matéria do Valor Econômico replicada no IHU
Buscado no:http://jaderresende.blogspot.com
vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=CWa7shPsr_M
terça-feira, 24 de maio de 2011
Morre mais um Defensor das nossas florestas e riquezas naturais
Quantos ainda terão que morrer por apenas tentar proteger nossas florestas das mãos de assassinos covardes e inescrupulosos?
Até quando assistiremos passivamente a assassinatos de Chico(s) Mendes, Dorothy(s), José(s), Maria(s)...até quando?
Curioso, ou deveria dizer até assustador, já que o líder extrativista e sua esposa foram covardemente assassinados exatamente no dia em que se decide votar o novo Código Florestal. Votação que vem sendo solicitada, insistentemente, por diversas entidades, políticos e cidadãos que fosse adiada para que a proposta fosse melhor analisada e discutida pela sociedade.
Um Código a ser votado a toque de caixa envolto sabe-se lá em quantos e quais acordos para não desfavorecer os grandes agronegócios e demais interesses só poderá ser mais uma grande perda para os cidadãos brasileiros e para o planeta.
E as vidas que já se perderam em defesa de nossas florestas de nada terá valido.
Em ocasiões como hoje sinto vergonha de ser brasileira...
(Rosa Zamp)
O assassinato de José Cláudio Ribeiro da Silva
Amazon rainforest activist shot dead
José Cláudio Ribeiro da Silva fought against illegal loggers and had received death threats but was refused police protection
Tom Phillips, Rio de Janeiro, no jornal britânico Guardian
Tuesday 24 May 2011 19.59 BST
Seis meses depois de prever seu próprio assassinato, um líder defensor da floresta tropical foi alegadamente assassinado na Amazônia brasileira. José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa, Maria do Espírito Santo, teriam sido mortos em uma emboscada perto da casa deles, em Nova Ipixuna, estado do Pará, a cerca de 60 quilômetros de Marabá.
De acordo com um jornal local, Diário do Pará, o casal não tinha proteção policial apesar de receber frequentes ameaças de morte por causa de sua batalha contra madeireiros ilegais e fazendeiros.
Na terça-feira havia notícias conflitantes sobre se os assassinatos tinham acontecido na noite de segunda-feira ou na madrugada de terça. Um porta-voz da polícia disse ter relatos de um “homicídio duplo” num acampamento chamado de Maçaranduba 2.
Em discurso em um evento em Manaus, em novembro passado, Da Silva falou sobre o medo de que os madeireiros pudessem tentar silenciá-lo. “Eu poderia estar hoje falando com vocês e em um mês vocês terão notícias de que eu desapareci. Eu protegerei as florestas a qualquer custo. É por isso que eu poderia receber uma bala na cabeça a qualquer momento… porque eu denuncio os madeireiros e produtores de carvão e é por isso que eles pensam que eu não posso existir. As pessoas me perguntam, ‘você tem medo’? Sim, sou um ser humano, naturalmente que tenho medo. Mas meu medo não me silencia. Enquanto eu tiver força para andar eu vou denunciar todos aqueles que danificarem a floresta”.
Roberto Smeraldi, fundador e diretor do grupo ambientalista Amigos da Terra, que trabalhou com Da Silva na Amazônia, disse que estava em uma reunião com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, discutindo mudanças no código florestal, quando a notícia da morte de Da Silva surgiu. “Ele estava convencido de que seria morto”, Smeraldi disse. Ele acrescentou que Da Silva tinha sido “muito ativo” na luta contra a derrubada e queimada ilegais da floresta. De acordo com notícias da mídia brasileira, Rousseff pediu ao chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, para dar apoio a uma investigação sobre o assassinato.
“Temos outro Chico Mendes”, disse Felipe Milanez, um jornalista ambiental de São Paulo, referindo-se ao seringueiro da Amazônia que se tornou mártir ambiental depois de seu assassinato em 1988. Milanez disse que em uma recente conversa telefônica com a esposa de Da Silva ela disse que a situação “estava ficando muito feia”. Milanez acrescentou: “Ele sabia que as ameaças eram reais. Ele estava com medo”.
Um relatório de grupos de direitos humanos brasileiros em 2008 listou Da Silva entre as dezenas de ativistas ambientais e de direitos humanos da Amazônia “considerados sob risco” de assassinato.
buscado no www.viomundo.com.br
imagem: google
domingo, 22 de maio de 2011
Professora Amanda Gurgel se torna porta voz de todos os professores do Brasil!
Parabéns Professora Amanda e muito obrigada por ser a porta-voz de todos os professores deste país.
Mas, enquanto a categoria profissional de Educadores continuar na passividade, na "rabeira" de alguns poucos que não se calam continuaremos a sofrer com todos os problemas que envolvem a Educação no Brasil. Mudanças só ocorrem quando todos se conscientizam da necessidade de unir forças e buscar juntos as transformações necessárias.
Aqui neste país quando o assunto não é motivo de preocupação dos governantes e políticos o tema fica para ser discutido a longo prazo e como você bem disse as nossas necessidades são imediatas. Nossa necessidade de se alimentar, de pagar as dívidas, de sustentar nossos filhos, de se locomover, enfim de sobrevivência são necessidades de prazo curtíssimo, é pra já.
Não dá mais para esperar pelas tais "décadas da educação", isso deliberadamente é discurso dos que não querem a educação como alavanca das transformações fundamentais para o nosso país. (Rosa Zamp)
Segue abaixo entrevista com a Professora e o jornal O Globo.
'Todos sabem como é a rotina de um professor', diz professora Amanda Gurgel
por: Paulo Francisco
A senhora esperava toda essa repercussão, no YouTube, com seu depoimento sobre a situação da educação?
AMANDA GURGEL DE FREITAS: Nunca. Eu jamais imaginei que uma situação, que para mim é tão corriqueira e tão óbvia para todo mundo, pudesse ter uma abrangência tão grande. Não tem quem não veja como é a rotina de um professor.
O que a senhora acha que está faltando para mudar a situação do professor?
AMANDA: Posso falar sinceramente: vergonha. Esse caos que existe na educação não é um caos desorganizado, entre aspas, é um caos preparado, existe uma intenção para que a educação funcione desse jeito, para que os filhos da classe trabalhadora jamais atinjam altos níveis de cultura, para que no máximo eles aprendam um ofício.
A senhora hoje tem dois empregos, acorda às 5h da manha e passa o dia todo trabalhando. Como é a vida de um professor sem condições até de se qualificar, de ler? Como faz para se atualizar?
AMANDA: Olha, é muito difícil. Para qualquer professor, isso é muito difícil. Então, na nossa categoria, até é importante tocar nesse ponto, nós vivemos uma certa crise de identidade, porque enquanto a nossa atividade sempre foi considerada intelectual, e ainda hoje leva esse nome de uma atividade intelectual, de formadores de opinião, a verdade é que nós estamos passando por um processo de proletarização, que está se acentuando a cada dia. E a nossa atividade é principalmente manter o aluno em sala de aula, independente de qualquer coisa. Por isso que muitas vezes as pessoas confundem os responsáveis pelo caos e acham que a greve atrapalha os alunos. Na verdade, a greve não atrapalha, justamente por isso, se nós não estivéssemos em greve não teríamos a oportunidade de falar sobre a educação nesse momento, porque estariam todos os alunos dentro da sala de aula controlados pelos professores, que não estariam em condições de ter uma atividade digna, de exercer a atividade docente decentemente, porque as salas são superlotadas, porque as salas são quentes aqui na nossa cidade, porque os professores não têm condições de se atualizarem. Infelizmente, não é dada essa oportunidade para os professores.
A senhora disse que o professor sofre muito de doenças psicossomáticas. A senhora já teve depressão. Como é a saúde dos professores?
AMANDA: Os professores são submetidos a uma jornada de trabalho que é extenuante, sem ter condições de trabalho dígnas. Frequentemente desenvolvem doenças relacionadas à atividade profissional e, em troca, recebem por parte dos governos mais uma forma de opressão, que é impedí-los de darem entrada em licenças médicas ou em readaptação de função. Recentemente, em um consultório, um médico disse que não poderia fornecer um laudo para encaminhar um paciente a uma junta médica porque hoje em dia professor e policial são todos assim, querem ganhar dinheiro sem trabalhar. Dentro do consultório médico ele defendeu a política do governo do estado, dizendo que o governo está muito certo mesmo. Independente do seu estado de saúde, o professor tem mais é que estar em sala de aula. Isso só reforça essa ideia que para o governo educação de qualidade é aluno controlado dentro de sala de aula, independente da condição dessa aula e das condições de saúde do trabalhador.
Depois do sucesso na internet, a senhora pretende se candidatar a algum cargo político?
AMANDA: Nunca pensei sobre isso, não pretendo no momento. Talvez as pessoas possam achar que eu fiz isso por interesse. Mas minha militância é pelas demandas da nossa categoria e não gostaria que fossem confundidas com as do partido. Não tenho pretensão política governamental, mas faço política no meu dia a dia. As pessoas que me conhecem sabem de minha atuação. Talvez em outros momentos a conjuntura possa me levar para outros rumos.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/20/todos-sabem-como-a-rotina-de-um-professor-diz-professora-amanda-gurgel-924500918.asp#ixzz1N7wAo4V0
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=aC3u_hxa4JQ&feature=share
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Olhos para ver, ouvidos para ouvir
A complicada arte de ver
Rubem Alves*
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria!
Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.
De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver”.
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado.
Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”.
Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem.
“Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.
Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”.
Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.
A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas – e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre.
Os olhos não gozam… Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.
Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: “A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas”.
Por isso – porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver – eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar “olhos vagabundos”…
*Educador e escritor.
Texto originalmente publicado no caderno “Sinapse”, Folha de S. Paulo, em 26/10/2004.
Por: http://abraabocacidadao.blogspot.com
Só Rubem Alves com toda a sua sensibilidade de grande Educador para escrever um texto como esse.
Por essa e outras que acredito que "Educar é uma Arte"! O ensinar enquanto Arte é a arte de ver com os olhos da alma; a arte de ouvir com o coração; a arte de sentir ao toque sutil; arte de inspirar e degustar o sabor das descobertas para enfim elaborar a Arte do Pensar.
Pensar crítica e reflexivamente para só então construir qualquer conhecimento significativo para a vida.
Ah...como precisamos de educadores artistas!
Entretanto, se faz necessário lembrar que para toda e qualquer arte é fundamental ter condições materiais, econômicas e morais. E os nossos professores possuem tais condições?
(Rosa Zamp)
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Sensibilidade não é sinônimo de fraqueza
Hoje me deparei com o texto da Marli Andrade em seu blog que me surpreendeu pela sua perspicácia ao falar da pessoa sensível. A mensagem acaricia o ego dos que são marcados como lamuriosos, emotivos, idealistas, frágeis demais.
Não falo (só) de mim, mas de todos que sentem as dores e prazeres da vida com intensidade.
O sentir é intenso por que todos os sentidos se unem num só ponto: na alma. São os olhos que vêem através do coração.
Falo de todos os que não aceitam a resignação como solução;
que não se sujeitam a servidão conformista;
que não se acovardam diante dos assombros deste mundo;
que não permitem que a perversidade suprima seu caráter;
que diante da traição perdoa;
que ao cair se levanta;
que ao sofrer aprende;
que se agiganta frente à opressão;
que retira forças da sua sensibilidade
para combater ainda mais resistente
aquilo ou aqueles que lhe faz sofrer;
que acredita no Bem, que acredita na Vida!
(Rosa Zamp)
Vale a pena ser sensível
"Os sensíveis têm uma luz brilhando dentro deles, sua sabedoria pode ser confundida com loucura por pessoas que ainda não sabe quem são; por aquelas pessoas que vivem presas a um mundo automático. Os sensíveis, são também sentimentais, com capacidade de pedir perdão pelos erros, são sonhadores, tem uma fé inabalável, possuem uma força tremenda de morrer incontáveis vezes e nascer outras tantas mais fortes ainda.
Determinados em encontrar a felicidade, não perdem uma oportunidade sequer de sorrir. Invencíveis pelas lágrimas carregam na alma e até no corpo, marcas da paixão pela vida. Não são medidos pela formosura ou pela grandeza do corpo e sim admirados pelo poder do coração, pela força que emanam de dentro do olhar.
E aquelas pessoas que ainda não sabem o que são, ficam sem entender como os sensíveis conseguem tanto poder. Os sensíveis não são conhecidos pela superfície, e sim pela profundidade dos bons pensamentos; acabam tendo um relacionamento profundo com todos e tudo que lhes cercam. Ainda que o corpo envelheça, fique doente, nada abala o coração do sensível que acredita sempre que Deus sempre está certo.
Os sensíveis, mesmo de longe se juntam em espírito para cantar num coral, uma canção que curará todo aquele que ainda não se encontrou. Os sensíveis acreditam que um dia, todos as pessoas saberão quem de fato são. Acreditam que todos irão se aceitar e ao ver um ao outro, será feito olhar no espelho e enxergar sua própria face. Quantas vezes nos magoamos porque acreditamos que as pessoas não seriam capazes de fazer o que fizeram para nos prejudicar; por que nós, não teríamos esta coragem. Se já lhe aconteceu isso, és sensível. Poderá passar por períodos difíceis, mas encontrará seus pares que acreditam que o bem sempre vence e que a matéria passará e que algo muito maior existe.
Por tudo isto, vale a pena ser sensível porque é o caminho para a paz interior. E uma pessoa com paz interior é linda, saudável, feliz e livre. Existe algo melhor que isto?"
Por: Marli Andrade
Psicanalista e Psicopedagoga
www.marliandradepsicanalista.blogpot.com (visitem...recomendo)
"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira." (Che Guevara)
Imagens: google
sexta-feira, 13 de maio de 2011
O mundo dá voltas...
Tomara que nas voltas que o mundo ainda vai dar,
ao chegar o mesmo ponto chegue diferente...melhor.
Sem guerras, sem excluídos, sem preconceitos,
sem injustiças, sem hipocrisia, sem traições,
sem o endeusamento do desnecessário, sem
desrespeito à natureza...à vida.
Ah...quanto idealismo de minha parte...sei
que alguns dirão. Mas se eu não puder
ver algo assim realizado, o que me custa sonhar?
A mim nada me custa compartilhar desses desejos,
apenas e tão somente dividir com outros um sonho
de um mundo perfeito ou ao menos melhor do que o de hoje.
(Rosa Zamp)
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=cU8FyaapKEk
segunda-feira, 9 de maio de 2011
A Terra está doente - Leonardo Boff
A Terra está doente, artigo de Leonardo Boff
Publicado em maio 9, 2011 por HC
“Que devolvemos à Terra como forma de gratidão e de compensação? Nada. Só agressão, exaustão de seus bens. Estamos conduzindo, todos juntos, uma guerra total contra a Terra. E não temos nenhuma chance de ganharmos essa guerra. Temo que a Mãe Terra se canse de nós e não nos queira mais hospedar aqui. Ela poderá nos eliminar como eliminamos uma célula cancerígena”, escreve Leonardo Boff, teólogo.
Segundo ele, “o momento é de resistência, de denúncia e de exigências de transformações nesse Código que modificado honrará a vida e alegrará a grande, boa e generosa Mãe Terra“.
Eis o artigo.
Lamento profundamente que a discussão do Código Florestal foi colocada preferentemente num contexto econômico, de produção de commodities e de mero crescimento econômico.
Isso mostra a cegueira que tomou conta da maioria dos parlamentare e também de setores importantes do Governo. Não tomam em devida conta as mudanças ocorridas no sistema-Terra e no sistema-Vida que levaram ao aquecimento global.
Este é apenas um nome que encobre práticas de devastação de florestas no mundo inteiro e no Brasil, envenenamento dos solos, poluição crescente da admosfera, diminuição drástica da biodiversidade, aumento acelerado da desertificação e, o que é mais dramático, a escassez progresiva de água potável que atualmente já tem produzido 60 milhões de exilados.
Aquecimento global significa ainda a ocorrência cada vez mais frequente de eventos extremos, que estamos assistindo no mundo inteiro e mesmo em nosso pais, com enchentes devastadoras de um lado, estiagens prolongadas de outro e vendavais nunca havidos no Sul do Brasil que produzem grandes prejuizos em casas e plantações destruidas.
Só cegos e estupidificados pela ganância do lucro não vêem as conexões causais entre todos estes fenômenos.
A Terra está doente. A humanidade sofredora de 860 milhões passou, por causa da crise econômico-financeiro dos paises opulentos, onde grassam ladrões, salteadores de beira de estrada das economias populares, a um bilhão e cem milhões de pessoas.
Consequência: a questão não é salvar o sistema econômico-financeiro, não é produzir mais grãos, carnes e commodities em geral para exportar mais e aumentar o lucro.
A questão central é salvar a vida, garantir as condições fisico-químicas e ecológicas que garantem a vitalidade e integridade da Terra e permitir a continuidade de nossa civilização e do projeto planetário humano. A Terra pode viver sem nós e até melhor. Nós não podemos viver sem a Terra. Ela é nossa única Casa Comum e não temos outra. Ela é a Pacha Mama dos andinos, a grande mãe, testemunhada por todos os agricultores e a Gaia, da ciência moderna que a vê como um superorganismo vivo que se autoregula de tal forma que sempre se faz apto para produzir e reproduzir vida.
Então, é nossa obrigação manter a floresta em pé. É uma exigência da humanidade, porque ela pertence a todos, embora gerenciada por nós . O equilíbrio climático da Terra e a suficiência de água para a humanidade passa pela floresta amazônica. É ela que sequestra carbono, nos devolve em oxigênio, em flores, frutos e biomassa. Por isso temos que manter nossas matas ciliares para garantir a perpetuidade dos rios e a preservação da pegada hidrológica (o quanto de água temos a nossa disposição). É imperioso não envenenar os solos pois os agrotóxicos alcançam o nivel freático das águas, caem nos rios, penetram nos animais pelos alimentos quimicalizamos e acabam se depositando dentro de nossas células, nos entoxicando lentamente.
A luta é pea vida, pelo futuro da humanidade e pela preservação da Mãe Terra. Vamos sim produzir, mas respeitando o alcance e o limite de cada ecossistema, os ciclos da natureza e cuidando dos bens e serviços que Mãe Terra gratuita e permanentemente nos dá.
Que devolvemos à Terra como forma de gratidão e de compensação? Nada. Só agressão, exaustão de seus bens. Estamos conduzindo, todos juntos, uma guerra total contra a Terra. E não temos nenhuma chance de ganharmos essa guerra. Temo que a Mãe Terra se canse de nós e não nos queira mais hospedar aqui. Ela poderá nos elimiar como eliminamos uma célula cancerígena. Devemos devolver seus beneficios, com cuidado, respeito, veneração para que ela se sinta mãe amada e protegida e nos continue a querer como filhos e filhas queridos.
Mas não foi a devastação que fomos criados e estamos sobre esse ridente Planeta. Somos chamados a ser os cuidadores, os guardiães desta herança sagrada que o Universo e Deus nos entregaram. E vamos sim salvar a vida, proteger a Terra e garantir um futuro comum, bom para todos os humanos e para a toda a comunidade de vida, para as plantas, para os animais, para os demais seres da criação.
A vida é chamada para a vida e não para a doença e para morte. Não permitiremos que um Codigo Florestal mal intencionado ponha em risco nosso futuro e o futuro de nossos filhos, filhas e netos. Queremos que eles nos abençoem por aquilo que tivermos feito de bom para a vida e para a Mãe Terra e não tenham motivos para nos amaldiçoar por aquilo que deixamos de fazer e podíamos ter feito e não fizemos.
O momento é de resistência, de denúncia e de exigências de transformações nesse Código que modificado honrará a vida e alegrará a grande, boa e generosa Mãe Terra.
Por:(Ecodebate, 09/05/2011) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Repouso obrigatório
Ficarei afastada por alguns dias...contra a vontade. Mas voltarei em breve.
Procurarei manter-me ao menos informada dos blogs que acompanho...se me deixarem.
Beijos a todos amigos e amigas.(Rosa Zamp)
sábado, 30 de abril de 2011
MENESTREL - Com essa performance eu nunca tinha visto...belo e tocante!
Apesar de muito conhecido, acredito que poucos tenham visto com essa performance.
Além do mais, é sempre bom ler ou ouvir de novo para nos relembrar dos aprendizados que nos esquecemos. Bom vídeo, boa (re)visão...
Quanto tempo se leva para aprender certas coisas?
É muito subjetivo...eu sei, por isso passe o tempo que passar
acho que certas coisas, talvez nunca se aprenda como por exemplo
aprender a decepcionar-se com o ser humano.
vídeo:http://www.youtube.com/watch?v=8eWzFlxjCpI
imagem: google
quinta-feira, 28 de abril de 2011
STF define que um terço da jornada dos docentes seja fora da sala de aula
Quem definiu o quê? Onde? É pra se cumprir ou só pra enfeitar a lei? Deixa pra lá, tenho muitas provas e planejamentos para fazer até a madrugada...
Lendo a reportagem abaixo se tem a impressão de que estamos a caminho de grandes evoluções na educação do Brasil. Parece uma miragem...e é uma miragem não duvidem disso, ao menos por enquanto!
Ah...quer transformar a miragem em realidade? SÓ COM A UNIÃO DA CATEGORIA A NÍVEL NACIONAL!
Pensem nisso...segue a matéria abaixo.(Rosa Zamp)
STF define que um terço da jornada dos docentes seja fora da aula
Definição da carga horária dos professores na lei do piso nacional havia sido questionada na Justiça
Naiara Leão
O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional a reserva de um terço da carga horária de professores para a realização de atividades extraclasse, como planejamento pedagógico. A lei que fixa a carga horária e um piso nacional para os professores foi questionada na Justiça pelos estados do Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com a decisão, o professor que cumpre jornada de 40 horas semanais, tem de ficar pelo menos 13 horas em atividades fora da sala de aula.
No início do mês, o Supremo se posicionou a favor do piso salarial da categoria, que deve ser calculado sem contar benefícios, como bônus e gratificação. Na ocasião, os ministros não formaram consenso sobre a questão da carga horária e decidiram esperar o presidente Corte Cezar Peluso.
Nesta quarta, o plenário retomou o julgamento da carga horária do magistério e o ministro Peluso considerou inconstitucional a definição da jornada de trabalho, empatando o placar em 5 votos contra a carga horária e 5 a favor. O ministro José Antonio Dias Toffoli se absteve da votação. Seguindo o voto do ministro relator, Joaquim Barbosa, o plenário decidiu manter o artigo da lei que separa um terço das 40 horas semanais de trabalho para realização de atividades fora da sala de aula, e a Lei do Piso passa a valer na íntegra sem nenhuma alteração.
No entanto, como a decisão sobre o horário de trabalho não alcançou o quórum de seis votos, não se aplicam os efeitos vinculantes em relação a esse artigo da legislação, o que significa que a decisão poderá ser questionada novamente, e outros tribunais poderão julgar de outras formas. O debate, inclusive, pode voltar novamente para o STF.
Os cinco estados que questionaram a constitucionalidade da lei 11.738/ 2008 alegam que ela fere o princípio de autonomia das unidades da federação prevista na Constituição. Também argumentam que a lei não leva em consideração o orçamento e a quantidade de trabalhadores de cada unidade da federação. São Paulo tem hoje metade deste tempo para atividades extraclasse.
Entenda a controvérsia
Em 2008, o Congresso aprovou lei que define um piso nacional para os professores e reservava um terço da carga horária de 40 horas para atividades extracurriculares.
No mesmo ano, governadores de Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4167 questionando a validade da lei aprovada no Congresso.
Uma decisão liminar concedida aos cinco Estados pelo Supremo invalidou o dispositivo que reservava tempo para atividades fora da sala de aula e considerou que o valor pago como piso poderia incluir vantagens, além do salário.
Neste ano, o novo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), afirmou não ter mais interesse na ADI. Porém, a Justiça impede que um reclamante se desligue oficialmente do processo em andamento.
Em julgamento no início do mês, o STF manteve o pagamento do piso sem considerar benefícios, conforme previsto na lei. Hoje, ele voltou a se posicionar em favor da lei e a fixação da carga horária de 40 horas com reserva de tempo para atividades extra classe.
fonte: iG Brasília | 27/04/2011 16:36
imagem: google
Lendo a reportagem abaixo se tem a impressão de que estamos a caminho de grandes evoluções na educação do Brasil. Parece uma miragem...e é uma miragem não duvidem disso, ao menos por enquanto!
Ah...quer transformar a miragem em realidade? SÓ COM A UNIÃO DA CATEGORIA A NÍVEL NACIONAL!
Pensem nisso...segue a matéria abaixo.(Rosa Zamp)
STF define que um terço da jornada dos docentes seja fora da aula
Definição da carga horária dos professores na lei do piso nacional havia sido questionada na Justiça
Naiara Leão
O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional a reserva de um terço da carga horária de professores para a realização de atividades extraclasse, como planejamento pedagógico. A lei que fixa a carga horária e um piso nacional para os professores foi questionada na Justiça pelos estados do Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com a decisão, o professor que cumpre jornada de 40 horas semanais, tem de ficar pelo menos 13 horas em atividades fora da sala de aula.
No início do mês, o Supremo se posicionou a favor do piso salarial da categoria, que deve ser calculado sem contar benefícios, como bônus e gratificação. Na ocasião, os ministros não formaram consenso sobre a questão da carga horária e decidiram esperar o presidente Corte Cezar Peluso.
Nesta quarta, o plenário retomou o julgamento da carga horária do magistério e o ministro Peluso considerou inconstitucional a definição da jornada de trabalho, empatando o placar em 5 votos contra a carga horária e 5 a favor. O ministro José Antonio Dias Toffoli se absteve da votação. Seguindo o voto do ministro relator, Joaquim Barbosa, o plenário decidiu manter o artigo da lei que separa um terço das 40 horas semanais de trabalho para realização de atividades fora da sala de aula, e a Lei do Piso passa a valer na íntegra sem nenhuma alteração.
No entanto, como a decisão sobre o horário de trabalho não alcançou o quórum de seis votos, não se aplicam os efeitos vinculantes em relação a esse artigo da legislação, o que significa que a decisão poderá ser questionada novamente, e outros tribunais poderão julgar de outras formas. O debate, inclusive, pode voltar novamente para o STF.
Os cinco estados que questionaram a constitucionalidade da lei 11.738/ 2008 alegam que ela fere o princípio de autonomia das unidades da federação prevista na Constituição. Também argumentam que a lei não leva em consideração o orçamento e a quantidade de trabalhadores de cada unidade da federação. São Paulo tem hoje metade deste tempo para atividades extraclasse.
Entenda a controvérsia
Em 2008, o Congresso aprovou lei que define um piso nacional para os professores e reservava um terço da carga horária de 40 horas para atividades extracurriculares.
No mesmo ano, governadores de Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4167 questionando a validade da lei aprovada no Congresso.
Uma decisão liminar concedida aos cinco Estados pelo Supremo invalidou o dispositivo que reservava tempo para atividades fora da sala de aula e considerou que o valor pago como piso poderia incluir vantagens, além do salário.
Neste ano, o novo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), afirmou não ter mais interesse na ADI. Porém, a Justiça impede que um reclamante se desligue oficialmente do processo em andamento.
Em julgamento no início do mês, o STF manteve o pagamento do piso sem considerar benefícios, conforme previsto na lei. Hoje, ele voltou a se posicionar em favor da lei e a fixação da carga horária de 40 horas com reserva de tempo para atividades extra classe.
fonte: iG Brasília | 27/04/2011 16:36
imagem: google
terça-feira, 26 de abril de 2011
Falta de respeito mata Professora!
Porque estamos vivendo essa onda de desrespeito ao Profissional Professor?
Falta respeito dos governantes deste país, dos alunos, dos pais, de toda a sociedade. A cada dia se perde mais um restinho de dignidade e, já há algum tempo, se perde também a Vida.
Quantos precisarão morrer para ser levantada a discussão nacional? Quantos precisaram abandonar/trocar de profissão? Quantos cursos de graduação precisarão ser fechados por falta de interessados em ser Educador? São tantas as perguntas, mas a principal que me faço no momento,
sinceramente, não sei o que move essa classe profissional a aceitar essa situação?
A dor de um deveria ser a dor de todos para assim haver a união tão necessária a nossa sobrevivência.
Só para lembrar, o PNE vem vindo aí. E aí? Vamos aceitá-lo de novo de CIMA PARA BAIXO?
(Rosa Zamp - uma Educadora desalentada)
Buscado no blog: http://juntosomos-fortes.blogspot.com
Morre professora em Juiz de Fora, vítima da intransigência da prefeitura
5 de abril de 2011- Do Blog Esquerda Marxista
Morre professora em Juiz de Fora, vítima da intransigência da prefeitura
Companheiros(as),
É com pezar que comunicamos o falecimento da companheira Dilamar Carvalho, vítima do autoritarismo e instransigência da Administração tucana Custódio Mattos, em Juiz de Fora.
É muito difícil para nós narrarmos o fato, mas a verdade é que em Juiz de Fora, o servidor municipal, principalmente os professores, são obrigados a trabalhar doentes devido a um decreto que impede aos servidores de apresentarem atestados médicos que não sejam do SUS ou do PAS.
Abaixo está uma proposta de moção a ser enviada para os endereços mencionados.
Saudações CUTistas,
Péricles de Lima
CUT REGIONAL ZONA DA MATA/MG
Nós lamentamos o falecimento da companheira Professora Dilamar Carvalho dos Santos, vítima da intransigência da Administração Custódio Mattos, que por reiteradas vezes se recusou a retirar o decreto que não permitia atestados médicos que não fossem do SUS ou do PAS.
Para nós, o direito ao acesso a saúde é fundamental e constitucional. Se existia alguma dúvida sobre os atestados médicos apresentados pelos servidores, a prefeitura deveria fazer um trabalho de pesquisa para saber a verdade sobre o que acontece com seus funcionários e não forçá-los a humilhações e a trabalharem doentes.
Por isso, repudiamos a atitude da Administração Custódio Mattos, que levou ao falecimento de nossa companheira Dilamar Carvalho.
Exigimos a manifestação do Ministério Público que já havia sido comunicado por escrito sobre o que estava acontecendo na Prefeitura de Juiz de Fora.
Exigimos a manifestação do Ministério da Educação, uma vez que a companheira em questão era professora e é exatamente essa categoria que mais tem tido problemas de saúde na prefeitura de Juiz de Fora e, portanto, a que mais tem sofrido constrangimentos.
Exigimos que as responsabilidades sejam apuradas pelas autoridades competentes e que os responsáveis por tais abusos e pela morte da companheira Dilamar Carvalho sejam punidos na forma da Lei.
Assinado por nome próprio ou da entidade.
Favor enviar para:
gabinete@pjf.mg.gov.br; acsgabinete@mec.gov.br; governo@brasil.gov.br; corregedoria@mp.mg.gov.br; manoel.barbosa@pjf.mg.gov.br; cesarbonifacio@uol.com.br
domingo, 24 de abril de 2011
I Have a Dream...
...Eu tenho um sonho
de ver um mundo de paz, um mundo justo
e igualitário para todos.
Onde prevaleça a solidariedade e não a individualidade.
Onde o respeito ao ser humano em sua plenitude
seja o alicerce básico para as ações coletivas.
Eu tenho um sonho que se desdobra em centenas,
milhares de sonhos menores, mas de importância
Vital para a preservação da humanidade.
Será que eu sonho alto demais? São sonhos inatingíveis?
Não, eu tenho um sonho e acredito nele!
Se eu não acreditar quem acreditará por mim?
E que sentido haveria de ter a minha vida?
Eu tenho um sonho...
Feliz Páscoa a todos, feliz Renovação, feliz Renascimento, não só hoje
mas, todos os dias. Ah...e acreditem nos seus sonhos!
(Rosa Zamp)
Eu tenho um sonho (Abba) Tradução
Eu tenho um sonho, uma canção para cantar
Para me ajudar a lidar com qualquer coisa
Se você ver a maravilha de um conto de fadas
Você pode levar o futuro até mesmo se você falhar
Eu acredito em anjos
Algo bom em tudo que eu ver
Eu acredito em anjos
Quando eu sei a hora é certa para mim
Vou atravessar a correnteza - Eu tenho um sonho
Eu tenho um sonho, uma fantasia
Para ajudar-me através da realidade
E meu destino faz valer o tempo
Empurrando através da escuridão ainda outra milha
Eu acredito em anjos
Algo bom em tudo que eu ver
Eu acredito em anjos
Quando eu sei a hora é certa para mim
Vou atravessar a correnteza - Eu tenho um sonho
Vou atravessar a correnteza - Eu tenho um sonho
Eu tenho um sonho, uma canção para cantar
Para me ajudar a lidar com qualquer coisa
Se você ver a maravilha de um conto de fadas
Você pode levar o futuro até mesmo se você falhar
Eu acredito em anjos
Algo bom em tudo que eu ver
Eu acredito em anjos
Quando eu sei a hora é certa para mim
Vou atravessar a correnteza - Eu tenho um sonho
Vou atravessar a correnteza - Eu tenho um sonho
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=kBeHu7uj3L8&feature=related
Letra: http://www.vagalume.com.br
de ver um mundo de paz, um mundo justo
e igualitário para todos.
Onde prevaleça a solidariedade e não a individualidade.
Onde o respeito ao ser humano em sua plenitude
seja o alicerce básico para as ações coletivas.
Eu tenho um sonho que se desdobra em centenas,
milhares de sonhos menores, mas de importância
Vital para a preservação da humanidade.
Será que eu sonho alto demais? São sonhos inatingíveis?
Não, eu tenho um sonho e acredito nele!
Se eu não acreditar quem acreditará por mim?
E que sentido haveria de ter a minha vida?
Eu tenho um sonho...
Feliz Páscoa a todos, feliz Renovação, feliz Renascimento, não só hoje
mas, todos os dias. Ah...e acreditem nos seus sonhos!
(Rosa Zamp)
Eu tenho um sonho (Abba) Tradução
Eu tenho um sonho, uma canção para cantar
Para me ajudar a lidar com qualquer coisa
Se você ver a maravilha de um conto de fadas
Você pode levar o futuro até mesmo se você falhar
Eu acredito em anjos
Algo bom em tudo que eu ver
Eu acredito em anjos
Quando eu sei a hora é certa para mim
Vou atravessar a correnteza - Eu tenho um sonho
Eu tenho um sonho, uma fantasia
Para ajudar-me através da realidade
E meu destino faz valer o tempo
Empurrando através da escuridão ainda outra milha
Eu acredito em anjos
Algo bom em tudo que eu ver
Eu acredito em anjos
Quando eu sei a hora é certa para mim
Vou atravessar a correnteza - Eu tenho um sonho
Vou atravessar a correnteza - Eu tenho um sonho
Eu tenho um sonho, uma canção para cantar
Para me ajudar a lidar com qualquer coisa
Se você ver a maravilha de um conto de fadas
Você pode levar o futuro até mesmo se você falhar
Eu acredito em anjos
Algo bom em tudo que eu ver
Eu acredito em anjos
Quando eu sei a hora é certa para mim
Vou atravessar a correnteza - Eu tenho um sonho
Vou atravessar a correnteza - Eu tenho um sonho
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=kBeHu7uj3L8&feature=related
Letra: http://www.vagalume.com.br
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Angelis - Pie Jesu
Pelo dia de hoje, pelo ontem e pelo amanhã
Teu sacrifício não podes ter sido em vão, foi muito mais além
Pela humanidade, por mais renascimentos, por novas manhãs...
Pelo fim da maldade, pela supremacia do Bem.
Por ti também Xuxu...vá com Deus, sei que Ele está te esperando...
(Rosa Zamp)
Pie Jesu (tradução)
Piedoso Jesus, piedoso Jesus,
Jesus piedoso, Jesus piedoso
Que tirais o Pecado do Mundo
Dá-lhes uma paz, da-lhes uma paz
Piedoso Jesus, piedoso Jesus,
Jesus piedoso, Jesus piedoso
Que tirais o Pecado do Mundo
Dá-lhes uma paz, da-lhes uma paz
Cordeiro de Deus, Cordeiro de Deus,
Cordeiro de Deus
Que tirais o Pecado do Mundo
Dá-lhes uma paz, da-lhes uma paz
Dá-lhes uma paz
Eterna
Dá-lhes uma paz
Eterna
Paz
Eterna
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=qfN8j9r-jGQ&feature=related
Tradução: http://letras.terra.com.br
terça-feira, 19 de abril de 2011
Nossos índios: o que mais lhes será roubado?
19 de Abril Dia do Índio: Homenagens? Comemoração? Do quê? Tem muito o que refletir sobre essa gente...nossa gente, verdadeiramente. Para ajudar um pouco segue entrevista publicada pelo site Ecodebate com um líder Xavante que em breves palavras nos dá um pequeno panorama dos Povos indígenas no Brasil. (Rosa Zamp)
Falta educação para preservar o meio ambiente
Publicado em abril 19, 2011 por HC por:http://www.ecodebate.com.br
Os índios têm percebido muitas mudanças no ecossistema amazônico nos últimos anos. Exemplo disso pode ser conferido no “clima, extinção de animais e espécies, desmatamentos e queimadas, fauna não respeitada na época de desova”, disse o coordenador secretário da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) do Amazonas, Saturnino W. Rudzane’edi. Líder xavante do Estado do Mato Grosso, ele enfatizou em sua entrevista por e-mail a IHU On-Line que falta educação para preservar o meio ambiente, e que “no existe povo, existem povos indígenas”.
IHU On-Line – Qual a experiência do povo indígena na Amazônia? Como os índios se sentem vivendo na Amazônia?
Saturnino W. Rudzane’edi – a) Não existe povo, existem povos indígenas, e a experiência de cada um é diferente do outro vivendo em realidades totalmente diferentes, com os costumes e línguas diferentes, diversas culturas, porém temos algo que nos une.
Porque somos parentes
Temos os mesmos direitos
Lutamos em comum como por conquista e autonomia
Respeito à biodiversidade
Sonhos: de ter educação e saúde diferenciada
Respeito à cultura, etc.
b) Nós indígenas sentimos como todas as minorias negras, caboclas, etc. Somos felizes de morar em nossas terras; ter nossos rios limpos sem poluição; ter fartura de caça, coleta de frutas e peixes; felizes de morar fazendo nossos rituais, tendo nossas culturas, nossas tradições, costumes….
Porém nos sentimos ameaçados freqüentemente por ter
Nossas terras ainda sem demarcar,
Terras invadidas por questões de interesse pessoais,
Saúde ameaçada como por ex: os indigenas do Vale do Javari, com epidemias cada vez piores acabando com essa população; como hepatite A, B, C etc.
A educação indígena diferenciada é esquecida em muitos lugares, não respeitam a legislação que reza na Constituição Brasileira.
A propriedade intelectual,os conhecimentos tradicionais roubados, pirateados, etc., sem conhecimento ou consulta dos povos.
As águas poluídas, os peixes contaminados, etc.
A mudança climática: ex.: o rio, as enchentes bravas ou inundações e muitas secas tão fortes nos dias de hoje.
Não poder ter acesso à participação nos fóruns internacionais (por falta de convite ou dinheiro) onde se discute e se decide sobre os povos indígenas….
IHU On-Line – Quais têm sido os principais desafios da Coordenação das Organizações Indigenas da Amazônia Brasileira, a COIAB?
Saturnino W. Rudzane’edi – Os principais desafios:
Mudança climática
A água
Conquista do direito na política Nacional e Internacional
IHU On-Line – Quais as características do movimento indígena na Amazônia? Quais as lutas dos povos indígenas na Amazônia hoje? Quais as principais reivindicações?
Saturnino W. Rudzane’edi – a) A COIAB , está composta por inúmeras organizações, existem as organizações locais e as regionais em toda a Amazônia, as características da COIAB instituição indígena sem fins lucrativos, criada para defender a demarcação de terras, defender os direitos dos povos.
IHU On-Line – Os índios têm percebido alterações na floresta amazônica, nos rios, lagos,na fauna e na flora da Amazônia ao longo dos anos? O que mais mudou nos últimos tempos?
Saturnino W. Rudzane’edi – Clima
Extinção de animais de espécies
Mudanças conjuntura políticas, em nível Nacional e Internacional.
Fora os desmatamentos e queimadas.
Fauna não respeitada n época de desova.
Falta de educação para preservar o meio ambiente.
IHU On-Line – Como o movimento indígena se articula com as bases e com o governo? Como os índios da Amazônia avaliam o governo Lula?
Saturnino W. Rudzane’edi – a) A COIAB é o movimento indígena e se articula com suas bases através de organização regionais e locais. Também são realizadas assembléias gerais da COIAB com participação das organizações da Amazônia Brasileira.
Por em seguida todas as demandas são avaliadas na assembléia do CONDEF e posteriormente aprovadas as deliberações. Como conquista ou desafio para o movimento indígena organização (COIAB).
O movimento se articula junto com instituições ambientalistas federais e estaduais, indigenista como: CIMI , FUNAI , FUNASA , ISA , IBAMA ,GTA , FEPI e outros.
b) Nos últimos anos o governo Lula tem esquecido e não valorizando o movimento social indígena, também não tem cumprido com as promessas feita durante a campanha de governo anterior. Atualmente esperamos e estamos com esperança na sensibilidade do governo como todo que a política voltada na questão indígena seja executada junto com o movimento indígena organizado.
Finalizando as respostas da entrevista agradeço em nome dos povos indígenas da Amazônia Brasileira o interesse e respeito desta revista na publicação deste texto da fala de líder Xavante do Estado de Mato Grosso e atualmente membro da Coordenação da COIAB.
(Ecodebate, 19/04/2011) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.
[IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]
Assinar:
Postagens (Atom)
















