"Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas possa mudar o mundo; de fato, sempre foi, somente, assim que o mundo mudou."
(Fritjof Capra)
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Ludwig Van Beethoven - nascia em 16/12/1770 o gênio da música
| Ludwig van Beethoven | |
|---|---|
Retrato feito por Joseph Karl Stieler em 1820 | |
| Nome completo | Ludwig van Beethoven |
| Nascimento | 16 de dezembro de 1770 Bonn, Nordrhein-Westfalen |
| Morte | 26 de março de 1827 (56 anos) Viena, Áustria |
| Ocupação | Compositor, pianista |
| Assinatura | |
a Sinfonia nº 9 em Ré Menor, Op.125 (1822-1824), para muitos a sua maior obra-prima. Pela primeira vez é inserido um coral num movimento de umasinfonia. O texto é uma adaptação do poema de Friedrich Schiller, "Ode à Alegria", feita pelo próprio Ludwig van Beethoven.
Alegria bebem todos os seres No seio da Natureza: Todos os bons, todos os maus, Seguem seu rastro de rosas. Ela nos deu beijos e vinho e Um amigo leal até à morte; Deu força para a vida aos mais humildes E ao querubim que se ergue diante de Deus! | — parte do verso da Ode à Alegria, de Friedrich Schiller, utilizado por Ludwig van Beethoven. |
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
E tudo o que foi descumprido e desviado até agora? (Rosa Zamp)
Lei da Responsabilidade Educacional chega ao congresso
2010
16.12
16.12
Do site IG – Ultimo Segundo:
Os gestores federais, estaduais e municipais que não fizerem a sua parte para que as metas educacionais definidas para a educação básica e educação superior sejam cumpridas serão punidos. A determinação será feita em uma Lei de Responsabilidade Educacional, proposta levantada por diferentes entidades ligadas ao setor. De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o texto final, em revisão na Casa Civil, chega ao Congresso Nacional ainda esta semana.
A medida complementa a divulgação das 20 metas para a educação (da infantil ao ensino superior) nos próximos dez anos, feitas nesta quarta-feira pelo Ministério da Educação. O novo Plano Nacional de Educação (PNE) segue para o Congresso Nacional, onde os parlamentares vão avaliar os objetivos e as estratégias definidas para o setor e aprová-las ou modificá-las.
Com isso, os governadores e os prefeitos que não enviarem planos estaduais e municipais de educação às assembléias legislativas no prazo estabelecido pelo PNE, que é de um ano, por exemplo, poderão ser punidos. Assim como se não criarem planos de carreiras para os professores ou deixarem de investir o determinado para cada aluno também poderão receber punições, que variam de multas a perda de mandato. A nova lei, na verdade, será incluída na Lei da Ação Civil Pública.
“Estamos incluindo esse conceito, que é novo, porque chegamos à conclusão, depois de intensos debates, que os gestores precisam ser responsabilizados pelo que fazem. Isso não exime o governo federal de sua responsabilidade. É em todas as instâncias”, afirmou. O ministro garantiu que há cuidados para que os prefeitos ou governadores não sejam culpados pelo que não conseguem administrar.
“Não podemos passar mais 10 anos sem que os professores tenham um plano de carreira. Ou um município não tenha plano local de educação. Mas não podemos penalizar o gestor que fez tudo o que podia para atingir uma meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e não conseguiu. São coisas diferentes. Algumas dependem só da vontade de uma pessoa. Outras não”, ponderou.
Haddad acredita que o Ministério Público saberá utilizar a possibilidade de punição da lei em casos em que, de fato, “houver descaso com a educação”.
Metas intermediárias
Haddad acrescentou que, no ano que vem, após a conclusão do Censo Demográfico e com o novo governo configurado, o País poderá definir com mais facilidade metas educacionais intermediárias, para que a sociedade consiga observar melhor as chances de os objetivos de longo prazo definidos no plano serem cumpridos.
O ministro disse que, com os planos estaduais e municipais definidos, poderão ser criadas metas por região, estado e município. Como acontece com o índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Vamos desdobrar essas matrizes ainda. Poderemos propor metas por municípios e Estados”, analisou. “Se fizéssemos isso agora, geograficamente e espacialmente, dificultaríamos a aprovação da lei”, afirmou.
Os gestores federais, estaduais e municipais que não fizerem a sua parte para que as metas educacionais definidas para a educação básica e educação superior sejam cumpridas serão punidos. A determinação será feita em uma Lei de Responsabilidade Educacional, proposta levantada por diferentes entidades ligadas ao setor. De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o texto final, em revisão na Casa Civil, chega ao Congresso Nacional ainda esta semana.
A medida complementa a divulgação das 20 metas para a educação (da infantil ao ensino superior) nos próximos dez anos, feitas nesta quarta-feira pelo Ministério da Educação. O novo Plano Nacional de Educação (PNE) segue para o Congresso Nacional, onde os parlamentares vão avaliar os objetivos e as estratégias definidas para o setor e aprová-las ou modificá-las.
Com isso, os governadores e os prefeitos que não enviarem planos estaduais e municipais de educação às assembléias legislativas no prazo estabelecido pelo PNE, que é de um ano, por exemplo, poderão ser punidos. Assim como se não criarem planos de carreiras para os professores ou deixarem de investir o determinado para cada aluno também poderão receber punições, que variam de multas a perda de mandato. A nova lei, na verdade, será incluída na Lei da Ação Civil Pública.
“Estamos incluindo esse conceito, que é novo, porque chegamos à conclusão, depois de intensos debates, que os gestores precisam ser responsabilizados pelo que fazem. Isso não exime o governo federal de sua responsabilidade. É em todas as instâncias”, afirmou. O ministro garantiu que há cuidados para que os prefeitos ou governadores não sejam culpados pelo que não conseguem administrar.
“Não podemos passar mais 10 anos sem que os professores tenham um plano de carreira. Ou um município não tenha plano local de educação. Mas não podemos penalizar o gestor que fez tudo o que podia para atingir uma meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e não conseguiu. São coisas diferentes. Algumas dependem só da vontade de uma pessoa. Outras não”, ponderou.
Haddad acredita que o Ministério Público saberá utilizar a possibilidade de punição da lei em casos em que, de fato, “houver descaso com a educação”.
Metas intermediárias
Haddad acrescentou que, no ano que vem, após a conclusão do Censo Demográfico e com o novo governo configurado, o País poderá definir com mais facilidade metas educacionais intermediárias, para que a sociedade consiga observar melhor as chances de os objetivos de longo prazo definidos no plano serem cumpridos.
O ministro disse que, com os planos estaduais e municipais definidos, poderão ser criadas metas por região, estado e município. Como acontece com o índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Vamos desdobrar essas matrizes ainda. Poderemos propor metas por municípios e Estados”, analisou. “Se fizéssemos isso agora, geograficamente e espacialmente, dificultaríamos a aprovação da lei”, afirmou.
Tags: educação, Fernando Haddad, Lei Responsabilidade Educacional, mec, PNE Categoria Notícias da educação no Brasil, Notícias e eventos |
postador por: http://diariodaeducacao.com.br/
Mesmo aumento dos deputados para os professores...resolve? Diminuirá a diferença?
Sei que o senador Cristovam Buarque é um dos poucos políticos que trabalha ardualmente em prol da educação e dos professores, entretanto, lamento dizer que isso não diminuirá em nada a discrepante diferença entre os que ocupam o poder e os que se subordinam a ele. (Rosa Zamp)
Professores podem ter o mesmo reajuste salarial dos senadores
Com o reajuste de 61,78% do aumento dos senadores, o piso salarial dos professores passará de 1.024,00 para R$ 1.656,62, valor inferior ao valor pago aos parlamentares a cada mês: R$ 26.723,13.
Para o senador Cristovam Buarque, a desigualdade salarial é substancial, talvez a maior em todo o mundo, com conseqüências desastrosas para o futuro do Brasil.
Na opinião do senador, a aprovação do reajuste de 61,78% para os professores da educação básica permitirá, ao Senado, uma demonstração mínima de interesse com a educação das nossas crianças e a própria credibilidade da Casa
Paulo Miranda
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Persons of the PIG/2010
Arnaldo Jaburanga Jabor, Supremo Dono da Verdade, Inteligência Arrombadora de Todos os QIs do Mundo (Desiclopédia), festejado Cineasta de um Filme Só, e que ficou com o título de Emo do Ano graças a fuga do seu parceiro e jornalista Diogo Maisnada que se picou pra Sicília, muito antes da morte anuncidada do esquemão da pocilga. Para os desavisados, Sicíla é o codinome que essa "tribo" teima em chamar a riquíssima, badalada e segregacionista cidade de Milão, ou Roma, a eterna cidade dos gays brasileiros.
por: http:// Contextolivre.blogspot.com
É José Carlos, vc falou tudo: esse é o típico jornalista que se acha o "dono da verdade", o sabe tudo. Bastou conquistar fãs por causa de seus textinhos medíocres sobre a mulher, sobre o casamento e outros afins que lhe trouxe uma legião de admirador(a)es que infelizmente não sabem de quem se trata, para sair por aí como dizem "se achando" , pior: ele não se acha, ele tem certeza...oh coitado, alguém precisa informá-lo que sua bola está murchinha!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Lula vai se despedindo da presidência, um desapego difícil e recíproco com a Nação
Com vários recordes e fatos históricos nunca antes registrado na história do Brasil, nosso Presidente Lula vem nos últimos dias despedindo-se pouco a pouco de uma nova Nação brasileira. Sim, "nova" porque ele entregará a sua sucessora um Brasil muito diferente daquele que ele recebeu para governar. Vai ser um difícil desligamento, rompimento de um "cordão umbilical" alimentado não apenas em 8 anos de governo, mas durante toda a sua trajetória política por este país afora. Nós que o apoiamos (grande maioria da Nação) também precisamos nos preparar para o momento.
blog.planalto.gov.br/entre-acertos-e-erros-o-saldo-do-governo-e-positivo-mais-de-80-de-aprovacao/trackback/
"Eu vim do meio de vocês, conheço de cor e salteado os problemas que vocês vivenciam todos os dias. (…) E é isso que eu penso que fez a diferença quando eu cheguei à Presidência da República. Vocês estão lembrados que eu dizia que um dos maiores legados que um presidente da República pode deixar ao deixar a Presidência é a mudança no relacionamento entre o estado e a sociedade, entre o governo e as instituições do movimento social. (…) Se criou a ideia de que a relação entre o estado e a sociedade é a relação entre o todo-poderoso estado e o dócil povo brasileiro. Nós não tratamos assim. Fizemos 73 conferências nacionais, envolvendo mais de 5 milhões de pessoas, e essas conferências decidiram parte dos acertos das políticas públicas que nós colocamos em prática no País."
por: blog do planalto
blog.planalto.gov.br/entre-acertos-e-erros-o-saldo-do-governo-e-positivo-mais-de-80-de-aprovacao/trackback/
"Eu vim do meio de vocês, conheço de cor e salteado os problemas que vocês vivenciam todos os dias. (…) E é isso que eu penso que fez a diferença quando eu cheguei à Presidência da República. Vocês estão lembrados que eu dizia que um dos maiores legados que um presidente da República pode deixar ao deixar a Presidência é a mudança no relacionamento entre o estado e a sociedade, entre o governo e as instituições do movimento social. (…) Se criou a ideia de que a relação entre o estado e a sociedade é a relação entre o todo-poderoso estado e o dócil povo brasileiro. Nós não tratamos assim. Fizemos 73 conferências nacionais, envolvendo mais de 5 milhões de pessoas, e essas conferências decidiram parte dos acertos das políticas públicas que nós colocamos em prática no País."
por: blog do planalto
Novo Plano de Educação prevê 1/3 dos jovens na faculdade até 2020 - Portal Vermelho
Novo Plano de Educação prevê 1/3 dos jovens na faculdade até 2020 - Portal Vermelho
Acesse o portal, vale a pena a leitura pelos profissionais da área.
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New Age-Merlins Magic-Chakra Meditation Music-Heart Of Reiki
Em meio a tantas informações, turbilhão de pensamentos e emoções,
nada como poder refrigerar a mente com tão bela canção.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Complô de Gigantes contra Julian Assange
efe.com, Atualizado: 14/12/2010 5:02
Assange acusa Visa, MasterCard e PayPal de serem "instrumentos" de Washington
EFE
Assange acusa Visa, MasterCard e PayPal de serem "instrumentos" de Washington
"Agora sabemos que Visa, MasterCard, PayPal e outras são instrumentos da política externa dos Estados Unidos. É algo novo", assinalou Assange através de uma conversa telefônica com sua mãe, Christine Assange, cujos detalhes foram publicados na edição digital do jornal australiano "The Age".
A denúncia acontece depois de as empresas citadas, assim como a Amazon, terem rompido seus vínculos com Assange e a "WikiLeaks".
Christine Assange falou durante dez minutos com seu filho e tomou nota da mensagem, para depois transmiti-la à emissora de televisão "Seven Network".
"Faço uma chamada a todo o mundo para que se proteja meu trabalho e a minha gente destes ataques ilegais e imorais", indicou o australiano preso em Londres, que deve comparecer pela segunda vez nesta terça-feira diante do tribunal que decide sua extradição à Suécia.
"Minhas convicções permanecem inalteráveis. Eu continuo fiel a meus ideais. Estas circunstâncias não me farão mudar. Se este processo conseguiu algo, foi reforçar minha determinação na verdade", manifestou Assange.
Estão convocadas para esta terça-feira manifestações diante do tribunal onde Assange se apresentará. Na ocasião, seus advogados solicitarão pela segunda vez sua liberdade mediante o pagamento de fiança, enquanto recusam as acusações imputadas a ele de estupro e assédio sexual.
Londres, 14 dez (EFE).- O Governo britânico se prepara nesta terça-feira para uma possível onda de ataques a seus portais na internet por ocasião do segundo comparecimento do fundador do site "WikiLeaks", Julian Assange, a um tribunal de Londres, que deve decidir sobre sua extradição à Suécia.
Assange foi detido há uma semana pela Polícia britânica a pedido das autoridades suecas, que querem interrogar o ativista com relação aos supostos crimes sexuais, que, segundo Estocolmo, não têm relação com a publicação de centenas de milhares de documentos diplomáticos.
O Governo britânico se diz especialmente preocupado pela possibilidade de os hackers, que vem agindo em represália por uma detenção que consideram política, atacarem sites relacionados com as devoluções da Fazenda ou determinadas prestações sociais.
Anteriormente, os ativistas atacaram empresas como MasterCard, Visa, PayPal e Amazon, acusadas de terem cedido à pressão do Governo americano para romper seus vínculos com a "WikiLeaks" e Assange.
Estão convocadas para esta terça-feira manifestações diante do tribunal onde Assange se apresentará. Na ocasião, seus advogados solicitarão pela segunda vez sua liberdade mediante o pagamento de fiança, enquanto recusam as acusações imputadas a ele de estupro e assédio sexual.
Sydney (Austrália), 14 dez (EFE).- A imprensa da Austrália expressou nesta terça-feira apoio a seu compatriota e fundador do site "WikiLeaks", Julian Assange, e não poupou críticas à primeira-ministra do país, Julia Gillard, por considerar ilegal o conteúdo do portal.
Diretores, editores e redatores-chefes de diários e emissoras de rádio e televisão do país escreveram uma carta aberta a Gillard na qual assinalam que se oporão a qualquer iniciativa para levar à Justiça os responsáveis pelo vazamento dos documentos confidenciais.
Os profissionais da imprensa australiana asseguram na carta que o "WikiLeaks" pertence ao seu setor e disseram que o assédio a Assange é "preocupante".
Segundo eles, não há provas de que a divulgação dos telegramas diplomáticos tenha posto em perigo a segurança nacional ou algum indivíduo, nem que o fundador do portal tenha violado alguma lei na Austrália.
"Resistiremos a qualquer tentativa para ilegalizar a publicação destes ou de documentos similares. Uma ação assim teria impacto não só sobre o 'WikiLeaks', mas sobre qualquer meio no mundo que queira informar o público sobre as decisões que são tomadas em seu nome", acrescentam na carta.
"O 'WikiLeaks' cometeu erros, mas ofereceu aos cidadãos uma oportunidade para conhecer a postura de Washington sobre alguns dos assuntos de política externa mais complexos da nossa era".
É responsabilidade da imprensa divulgar esta informação "se cair em nossas mãos", ressalta o texto.
"Perseguir de maneira agressiva o fechamento do 'WikiLeaks', ameaçar processar aqueles que publicam este tipo de documentos e coagir as empresas que trabalham com eles é uma séria ameaça à democracia", lembraram os profissionais da imprensa a Gillard.
Os documentos que vazaram atingiram a Austrália, já que revelaram relatórios de diplomatas americanos que colocaram em dúvida a capacidade para governar do atual ministro de Relações Exteriores do país, Kevin Rudd.
Fonte: http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=26736487&page=0
praga de ratos e gatos em São Paulo
Procura-se urgente o Japonês citado no vídeo!
Reproduzo aqui esse vídeo já postado no blog do Contexto Livre e no blog do Benvindo porque é muito bom rir um pouco também!
Reproduzo aqui esse vídeo já postado no blog do Contexto Livre e no blog do Benvindo porque é muito bom rir um pouco também!
A violência contra professores chega a niveis insuportáveis e ninguém faz nada!
Hoje o tema foi matéria de destaque no Jornal Correio Popular - Campinas/SP, já que a violência que os docentes estão sofrendo nas escolas está provocando inúmeras consequências no ensino, mas principalmente na vida dos professores.
"Professores têm enfrentado tapas no rosto, zombarias com vídeos na internet, assédio moral e até sexual, além de outros tipos de agressões que variam entre a física e a psicológica. Sob a pressão de pais, alunos e, em muitos casos, da diretoria, os profissionais da educação buscam cada vez mais ajuda médica e remédios para suportar o estresse." (Correio Popular de 13/12/10 por Fábio Galacci e Natan Dias)
Se já não bastasse os baixos salários, a ausência de planos de cargos e carreiras "decentes", a falta de condições materiais de trabalho, a falta de prestígio e reconhecimento social; agora, e claro, como consequência se tem de conviver com a total falta de respeito de alunos e familiares.
O caso do professor de B.H. morto por aluno porque não aceitou receber nota baixa levanta novamente a questão da falta de limites dos pais para os filhos no âmbito familiar, a falta de dizer vários e sonoros NÃO aos filhos desde a primeira infância. Depois, dá nisso: ao primeiro NÃO recebido fora de casa reage das formas mais variadas e imprevisiveis.
Na maioria das vezes as agressões, desrespeito partem exatamente das tentativas dos docentes em impor regras para o bom convívio comum e/ou para proteger os próprios alunos, no entanto, essas atitudes podem provocar desdobramentos antes inimagináveis. Como por exemplo o relato de um professor de Ed. Física de uma escola da rede pública estadual em Campinas, citado na reportagem acima, como segue:
"Como regra, para melhor desempenho dos alunos e menor risco de acidentes, ele não permite que as cças do ens. fund. façam suas aulas com qualquer outro calçado senão tênis. O fato de uma aluna estar de sandálias e ser barrada em uma aula desencadeou uma guerra que até hoje atormenta o profissional. A mãe não gostou da proibição e foi reclamar na direção da escola, afirmando que a criança havia sido "humilhada" pelo professor. "Ela me agrediu, me deu murros, tapas, rasgou a minha roupa na frente de outras pessoas. Até guarda-chuvada eu levei" lembra E.R.L. que registrou B.O. na polícia e acionou a mãe judicialmente. Mas, mais do que os golpes, diz o professor, o que doeu realmente foi a indiferença da Secretaria de Estado da Educação e da Diretoria de Ensino Leste de Campinas, sobre o caso. "Não recebi apoio nenhum, ninguém me procurou para saber se precisava de algo ou se estava bem. Só fui amparado pela minha família e pelos meus amigos. Apenas eles ficaram do meu lado", afirma o profissional." (fonte citada acima)
Obviamente o resultado do trauma afetou a saúde emocional do docente, assim como seu desempenho na profissão que escolheu para a sua vida.
Este é apenas um entre milhares de casos de agressões físicas e morais contra os profissionais da escola que se espalham hoje por este país sem que se veja um só ato contra isso tudo nas políticas públicas educacionais.
Temos Direitos Humanos para todo cidadão que comete qualquer tipo de criminalidade para o defender; temos o ECA (estatuto da criança e do adolescente) que garante todos os direitos a estes, o que é indiscutível, mas não existe nenhum Estatuto de Proteção e Garantia de Direitos aos Profissionais da Educação. E porquê? Por que os professores - profissional de todos os profissionais- está sempre às margens desta sociedade? Pior, na maioria das vezes são eles os acusados de "culpados" na mídia.
Sabe-se que, infelizmente, há profissionais que não correspondem com o compromisso e a responsabilidade que tal profissão exige, mas também é sabido que não é o que prevalece, e ainda, que esse tipo de profissional têm em todas as áreas no mercado de trabalho.
Vale destacar aqui as sábias palavras de Antonio Nóvoa (Doutor em Educação) sobre as condições dos professores no Brasil:
"Há hoje um excesso de missões dos professores, pede-se demais aos professores, pede-se demais as escolas.
As escolas, talvez, resumindo numa frase (...), as escolas valem o que vale a sociedade. Não podemos imaginar escolas extraordinárias, espantosas, onde tudo funciona bem numa sociedade onde nada funciona. Acontece que, por uma espécie de um paradoxo, as coisas que não podemos assegurar que existam na sociedade, nós temos tendência a projetá-las para dentro da escola e a sobrecarregar os professores com um excesso de missões. Os pais não são autoritários, ou não conseguem assegurar a autoridade, pois se pede ainda mais autoridade para a escola. Os pais não conseguem assegurar a disciplina, pede-se ainda mais disciplina a escola. Os pais não conseguem que os filhos leiam em casa, pede-se a escola que os filhos aprendam a ler. É legítimo eles pedirem sobre a escola, a escola está lá para cumprir uma determinada missão, mas não é legítimo que sejam uma espécie de vasos comunicantes ao contrário. Que cada vez que a sociedade tem menos capacidade para fazer certas coisas, mais sobem as exigências sobre a escola.
E isto é um paradoxo absolutamente intolerável e tem criado para os professores uma situação insustentável do ponto de vista profissional, submetendo-os a uma crítica pública, submetendo-os a uma violência simbólica nos jornais, na sociedade, etc. o que é absolutamente intolerável. Eu creio que os professores podem e devem exigir duas coisas absolutamente essenciais que são:
· Uma, é calma e tranqüilidade para o exercício do seu trabalho, eles precisam estar num ambiente, eles precisam estar rodeados de um ambiente social, precisam estar rodeados de um ambiente comunitário que lhes permita essa calma e essa tranqüilidade para o seu trabalho. Quer dizer, não é possível trabalhar pedagogicamente no meio do ruído, no meio do barulho, no meio da crítica, no meio da insinuação. É absolutamente impossível esse tipo de trabalho. As pessoas têm que assegurar essa calma e essa tranqüilidade.
· E, por outro lado, é essencial ter condições de dignidade profissional. E esta dignidade profissional passa certamente por questões materiais, por questões do salário, passa também por boas questões de formação, e passa por questões de boas carreiras profissionais. Quer dizer, não é possível imaginar que os professores tenham condições para responder a este aumento absolutamente imensurável de missões, de exigências no meio de uma crítica feroz, no meio de situações intoleráveis, de acusação aos professores e às escolas.
Eu creio que há, para além dos aspectos sociais de que eu falei a pouco – e que são aspectos extremamente importantes, porque no passado os professores não tiveram, por exemplo, os professores nunca tiveram situações materiais e econômicas muito boas, mas tinham prestígio e uma dignidade social que, em grande parte completavam algumas dessas deficiências –"
Como já disse não há que se esperar que as soluções venham de cima pra baixo, isso é o mesmo que acreditar em papai noel, portanto, somente a união dos profissionais da educação e com muito apoio da mídia - verdadeira - e de setores da sociedade que poderá haver mudanças.
Rosa Zamp
domingo, 12 de dezembro de 2010
Qualidade em educação? Depende...
Rubens B. de Camargo fala sobre qualidade da Educação
Especialista em políticas educacionais defende que o país precisa mais do que dobrar o volume de recursos destinado ao sistema de ensino
Elisângela Fernandes mailto:novaescola@atleitor.com.br
RUBENS BARBOSA DE CAMARGO
Mais sobre Qualidade da Educação
Reportagens
O Brasil investiu no ano passado 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em Educação. A Unesco recomenda no mínimo 6%. Isso é suficiente?
CAMARGO Acredito que não. O Brasil ainda investe muito pouco. Penso que aplicar 6% do PIB é suficiente quando o sistema já funciona bem. E nós ainda temos de superar vários gargalos, como universalizar o acesso à Educação Infantil e ao Ensino Médio. Por isso, defendo que temos de investir 10% do PIB até que essas questões estejam superadas. Quando tivermos uma capacidade instalada e com fluxo correto, inclusive com a estabilidade da taxa de natalidade, será possível voltar ao patamar de 6 ou 7% do PIB ao ano, nível atual de muitos países. Mas, para instalar essa capacidade com um padrão mínimo de qualidade, o investimento tem de ser ampliado, e muito.
Uma lei recente tenta atacar esses gargalos ao tornar o ensino obrigatório para todos dos 4 aos 17 anos, incluindo a Educação Infantil e o Ensino Médio. De que modo essa decisão pode ajudar a valorizar o magistério?
CAMARGO Em vários países que já têm todos os segmentos da Educação Básica como obrigatórios, exige-se uma formação melhor justamente dos que atuam na Educação Infantil. Há todo um cuidado no interagir com as crianças menores de forma a levá-las a conviver, organizar-se, brincar e, claro, aprender. Muitos desses países exigem pós-graduação e remuneram por isso. Aqui, infelizmente, ocorre o contrário. Ainda hoje, no caso das creches, o atendimento é feito por sistemas conveniados e muitas das pessoas que trabalham nessas entidades nem sequer têm formação. Na minha opinião, estamos muito distantes do razoável.
Ampliar o volume de investimentos pode trazer melhorias diretas na qualidade do ensino?
CAMARGO Creio que sim. Sem dúvida, essa é a medida que pode ter mais impacto no curto prazo. Salários melhores têm impacto direto na atratividade e na permanência na carreira. Gente que gosta da profissão, mas a deixou por questões financeiras, deve retornar. Ao investir mais, é possível atrair os bons alunos do Ensino Médio e construir uma carreira mais atrativa. Há muitos países que têm como política de estado atrair os melhores jovens para a Educação. Com isso, garantem a preservação da ideia de nação, de sociedade, de futuro, de cultura etc.
Que outros fatores são necessários para provocar uma melhora nas condições de trabalho e na qualificação de nossos professores?
CAMARGO O professor é uma condição essencial para garantir a qualidade da Educação. Por isso, ele precisa de jornada justa, boa remuneração, bibliotecas, vídeos, computadores, quadras e formação permanente. Ninguém pode parar no tempo. Com boas condições, a qualidade evolui. Além disso, é fundamental criar uma visão mais dinâmica da escola, perceber que o aluno aprende o tempo todo e, por isso, não só o professor é essencial - também o diretor, o coordenador, a merendeira, o vigia e todos os funcionários educam. Infelizmente, porém, poucos têm consciência disso.
Em muitas redes, mais da metade da equipe docente é formada por professores temporários. É possível exigir qualidade nesse contexto?
CAMARGO Esse é outro problema grave da nossa Educação. É absurdo, mas há temporários há cinco, dez anos nessa situação, o que só torna evidente a ausência de uma política de profissionalização da carreira docente.
A chamada Lei do Piso ajuda na valorização dos professores?
CAMARGO A aprovação da Lei 11.738 é uma vitória importante dos trabalhadores em Educação. É uma bandeira muito antiga. O Fundef, ao destinar no mínimo 60% dos recursos para pessoal, havia contribuído para melhorar os salários em muitos estados, principalmente no Norte e no Nordeste. Mas o ponto mais relevante da lei, seu grande mérito, é destinar um terço do tempo de trabalho para atividades extraclasse - preparar aulas, participar de atividades de formação continuada, corrigir provas, atender a comunidade. Precisamos entender que o trabalho do professor não se restringe ao momento em que está com os alunos. Essa medida certamente terá muito impacto na aprendizagem. Porém ela também impacta a folha de pagamento e é por isso que cinco estados foram ao Supremo Tribunal Federal com uma ação de inconstitucionalidade da lei. O que nos leva, de novo, à questão central: se a Educação é um valor, uma prioridade, é preciso investir, certo?
Outro item que adquiriu grande relevância no cenário educacional brasileiro são as avaliações externas, como a Prova Brasil. Por que é tão difícil usá-las para melhorar a qualidade dos sistemas públicos?
CAMARGO A avaliação faz parte de todo e qualquer processo pedagógico. Só que essa cultura de avaliação externa, sistemática e centralizada, não tem nada a ver com o processo pedagógico. É por isso que elas ajudam pouco (ou nada) a melhorar a qualidade dos sistemas. Todo professor sabe que, num teste, só deve perguntar aos alunos sobre aquilo que foi, de fato, ensinado. E essas provas avaliam coisas que ninguém sabe se foram ensinadas nas escolas. Aqui, em São Paulo, por exemplo, em apenas dois meses do ano passado (outubro e novembro) os alunos fizeram a Prova Brasil, o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) e a Prova São Paulo, na rede municipal. Foram avaliadas basicamente as mesmas disciplinas e os mesmos anos. Porém ninguém sabe dizer para onde convergem os resultados. Eles provam que o professor está ensinando mal? Que os alunos não estão aprendendo? Na minha opinião, acreditar nisso é pensar muito pequeno, é ignorar a responsabilidade dos gestores escolares e, claro, dos governantes nesse processo. Eu vejo toda essa cultura das avaliações externas como uma estratégia para tentar determinar alguns culpados e desresponsabilizar outros. E defendo a importância de pensar em quais critérios devemos utilizar para fazer essas avaliações, quais devem ser seus objetivos e, principalmente, qual é o uso que queremos fazer desses instrumentos. É triste ver que ninguém faz absolutamente nada com esses resultados. Essas avaliações globais são caríssimas e os diagnósticos, hoje, não trazem nenhuma perspectiva de solução ou direcionamento, seja para o professor, seja para o gestor da escola, seja para os técnicos da rede.
No momento em que se discute um novo Plano Nacional de Educação (PNE), o que esperar dele?
CAMARGO Há muito tempo o Brasil discute a universalização do ensino e a melhoria da qualidade, mas os governantes nunca colocaram, de fato, a Educação como uma prioridade nacional. O atual PNE foi criado há dez anos. Na época, havia duas propostas: uma do governo e outra da sociedade civil, que pedia investimentos da ordem 10% do PIB. Foram convocadas várias audiências públicas para discutir o assunto e chegou-se a 7%. Essa proposta foi aprovada pelo Congresso, mas o presidente Fernando Henrique Cardoso vetou nove artigos, quase todos relacionados ao financiamento. Alegou-se, na época, que eles violariam a recém-criada Lei de Responsabilidade Fiscal. No governo Lula, ninguém mexeu nisso. Agora, percebo que houve uma grande participação popular na construção do novo plano. E isso é muito bom porque exige comprometimento dos municípios, dos estados, dos sindicatos. Acredito que um dos principais efeitos positivos é a própria construção do plano, na medida em que ajuda a conscientizar as pessoas sobre a possibilidade de exigir seu cumprimento. Foi isto que faltou ao plano anterior: acompanhamento das metas.
É possível acreditar num salto de qualidade em nossa Educação?
CAMARGO Só quando tivermos recursos suficientes destinados às redes públicas de ensino e quando a sociedade participar mais, acompanhando o que ocorre dentro das escolas, tanto as públicas como as particulares. A presença da sociedade civil é fundamental, assim como dar voz a todos os profissionais da Educação, não somente aos professores. Precisamos desenvolver planos de carreira que sejam atraentes para todos os cargos. Estamos caminhando a passos muito tímidos para isso, mas estamos. Quando o governo federal estima em 7 bilhões de reais a complementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para este ano, temos de celebrar, pois isso significa um aporte de recursos nunca visto antes. Outra questão fundamental, a meu ver, é a manutenção do salário Educação, que neste ano deve alcançar 8 bilhões de reais. Em alguns lugares do Brasil, já vemos um envolvimento maior da comunidade e muitos gestores mais bem preparados para o exercício de suas funções. Vemos que a atuação de alguns conselhos de escolas e de Educação faz com que as coisas andem melhor. Os caminhos já foram apontados e estamos dando os passos, ainda lentos, para concretizar aquilo que está previsto na Constituição de 1988. Antes tarde do que nunca.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Solo le pido a Dios
Solo Le Pido A DiosMercedes Sosa
"Sólo le pido a DiosQue el dolor no me sea indiferente,
Que la reseca muerte no me encuentreVacío y solo sin haber hecho lo suficiente.
Sólo le pido a DiosQue lo injusto no me sea indiferente,
Que no me abofeteen la otra mejillaDespués que una garra me arañó esta suerte.
Sólo le pido a DiosQue la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerteToda la pobre inocencia de la gente.
Sólo le pido a DiosQue el engaño no me sea indiferente
Si un traidor puede más que unos cuantos,Que esos cuantos no lo olviden fácilmente.
Sólo le pido a DiosQue el futuro no me sea indiferente,
Desahuciado está el que tiene que marcharA vivir una cultura diferente."
~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.
Eu só peço a Deus que mesmo diante de tantas e velozes mudanças que estamos vivenciando nesta sociedade, que o homem não se esqueça jamais que o futuro é aquilo que está se construindo hoje, que as maiores vítimas de tudo e todos são as crianças de hoje-cidadãos do amanhã. Pensemos nisso... (Rosa)
O mundo muda a todo momento...o que preocupa são as consequências dessas mudanças.
"Os jornalistas devem acostumar-se à ideia de renunciar a seus presumidos privilégios. Todos os que sabem escrever e manipular um computador são cidadãos, e ser cidadão é muito mais do que ser jornalista. São esses cidadãos que, na mesma linha de Putin e Lula, se mobilizam, na ágora virtual, para defender Assange, da mesma forma que se mobilizaram em defesa da mulher condenada à morte por adultério. O mundo mudou, mas nem todos perceberam essa mudança." (trecho de artigo retirado do blog de Altamiro Borges)
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Diga a VERDADE e serás perseguido, caçado e preso!
Puxa! Se isso for verdade então as coisas estão mudando mesmo hein?!?
E aí tem que mudar muita coisa junto, né? Aiii, isso está dando uma dor de cabeça só de pensar, mas vamos lá.
Ah...então tá! Mas e agora? O que e como vou ensinar para os meus filhos, para os meus alunos?
Deixa eu pensar, e se eu disser assim: - "Olha...o que vale agora é a MENTIRA, a desonestidade, a imoralidade, a falta de caráter, a falta de escrúpulos, a ditadura, a censura, a..."
Hum... não sei...está esquisito. Preciso pensar numa boa saída didática para essa revolução no ato de educar.
Provavelmente, para muitos (e põe muitos nisso) essa é tarefa fácil, mole-mole. A questão é contratá-los até mesmo encontrá-los. A agenda é lotadíssima e seus custos: milionários.
OPS! Desculpa aí, foi mal! Eu não quis dizer nenhuma verdade não! Eu só estava imaginando aqui, cá com os meus botões como processar tudo o que está acontecendo, só isso.
Para não correr nenhum risco, fica assim: eu só vou pensar. Falar? Nem pensar!
Rosa Zamp
E aí tem que mudar muita coisa junto, né? Aiii, isso está dando uma dor de cabeça só de pensar, mas vamos lá.
Ah...então tá! Mas e agora? O que e como vou ensinar para os meus filhos, para os meus alunos?
Deixa eu pensar, e se eu disser assim: - "Olha...o que vale agora é a MENTIRA, a desonestidade, a imoralidade, a falta de caráter, a falta de escrúpulos, a ditadura, a censura, a..."
Hum... não sei...está esquisito. Preciso pensar numa boa saída didática para essa revolução no ato de educar.
Provavelmente, para muitos (e põe muitos nisso) essa é tarefa fácil, mole-mole. A questão é contratá-los até mesmo encontrá-los. A agenda é lotadíssima e seus custos: milionários.
OPS! Desculpa aí, foi mal! Eu não quis dizer nenhuma verdade não! Eu só estava imaginando aqui, cá com os meus botões como processar tudo o que está acontecendo, só isso.
Para não correr nenhum risco, fica assim: eu só vou pensar. Falar? Nem pensar!
Rosa Zamp
Toda solidariedade ao Wikileaks
Depois a mídia golpista diz que "ele" é contra a liberdade de expressão...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Falar a VERDADE virou CRIME na sociedade atual, pior: terrorismo!?!
Um império em guerra contra a verdade e a liberdade de imprensa
Autoridades estadunidenses não escondem o alívio e a alegria com a prisão do fundador do Wikileaks, o australiano Julian Assange, ocorrida terça-feira (7) em Londres. “É uma boa notícia”, comemorou o secretário de Defesa dos EUA, Roberts Gates, em visita ao Afeganistão, palco de mais uma guerra insana desencadeada pelo império com o apoio das potências europeias.
O ódio despertado na maior potência capitalista do planeta pelas verdades inconvenientes reveladas pelo Wikileaks lembra o macartismo dos anos 1950, ao mesmo tempo em que sinaliza o avanço político das forças conservadores e de extrema-direita no país. A ex-governadora do Alasca e candidata a vice-presidente pelo Partido Republicano nas últimas eleições presidenciais, Sarah Palin, comparou Assange a Obama Bin Laden. Colunistas como Jonah Goldberg, da National Review, entre outros, apelam ao assassinato puro e simples do jornalista. “Por que Assange não foi estrangulado no seu quarto de hotel anos atrás?”, indagou em artigo reproduzido recentemente numa rede de jornais.por: http://www.vermelho.org.br/
Conheça um pouco a história de Julian Assange (da Wikileaks)
Criei-me numa cidade rural em Queensland onde as pessoas falavam dos seus pensamentos diretamente. Elas desconfiavam do governo como de algo que podia ser corrompido se não fosse vigiado cuidadosamente. Os dias negros de corrupção no governo de Queensland, antes do inquérito Fitzgerald, testemunham o que acontece quando políticos amordaçam os media que informam a verdade.
Estas coisas ficaram em mim. Wikileaks foi criado em torno destes valores centrais. A ideia, concebida na Austrália, era utilizar tecnologias da internet de novas maneiras a fim de relatar a verdade.
Wikileaks cunhou um novo tipo de jornalismo: jornalismo científico. Trabalhamos com outros media para levar notícias às pessoas, assim como para provar que são verdadeiras. O jornalismo científico permite-lhe ler um artigo e então clicar online para ver o documento original em que se baseia. Esse é o modo como pode julgar por si próprio: Será verdadeiro este artigo? Será que o jornalista informou com rigor?
Sociedades democráticas precisam de meios de comunicação fortes e Wikileaks faz parte desses media. Os media ajudam a manter o governo honesto. Wikileaks revelou algumas verdades duras acerca das guerras do Iraque e Afeganistão, e desvendou notícias acerca da corrupção corporativa.
Há quem diga que sou anti-guerra: para que conste, não sou. Por vezes os países precisam ir à guerra e há guerras justas. Mas não há nada mais errado do que um governo mentir ao seu povo acerca daquelas guerras, pedindo então a estes mesmos cidadãos para porem as suas vidas e os seus impostos ao serviço daquelas mentiras. Se uma guerra é justificada, então digam a verdade e o povo decidirá se a apoia.
Se já leu algum dos registros da guerra do Afeganistão ou do Iraque, algum dos telegramas da embaixada dos EUA ou algumas das histórias acerca das coisas que Wikileaks informou, considere quão importante é para todos os media ter capacidade para relatar estas coisas livremente.
Wikileaks não é o único divulgador dos telegramas de embaixadas dos EUA. Outros media, incluindo The Guardian britânico, The New York Times, El Pais na Espanha e Der Spiegel na Alemanha publicaram os mesmos telegramas.
Mas é o Wikileaks, como coordenador destes outros grupos, que tem enfrentado os ataques e acusações mais brutais do governo dos EUA e dos seus acólitos. Fui acusado de traição, embora eu seja australiano e não cidadão dos EUA. Houve dúzias de apelos graves nos EUA para eu ser "removido" pelas forças especiais estadunidenses. Sarah Palin diz que eu deveria ser "perseguido e capturado como Osama bin Laden", um projeto de republicano no Senado dos EUA procura declarar-me uma "ameaça transnacional" e desfazer-se de mim em conformidade. Um conselheiro do gabinete do primeiro-ministro do Canadá apelou na televisão nacional ao meu assassinato. Um blogueiro americano apelou para que o meu filho de 20 anos, aqui na Austrália, fosse sequestrado e espancado por nenhuma outra razão senão a de atingir-me.
E os australianos deveriam observar com nenhum orgulho o deplorável estímulo a estes sentimentos por parte de Julia Gillard e seu governo. Os poderes do governo australiano parecem estar à plena disposição dos EUA quer para cancelar meu passaporte australiano ou espionar e perseguir apoiadores do Wikileaks. O procurador-geral australiano está fazendo de tudo o que pode para ajudar uma investigação estadunidense destinada claramente a enquadrar cidadãos australianos e despachá-los para os EUA.
O primeiro-ministro Gillard e a secretária de Estado Hillary Clinton não tiveram uma palavra de crítica para com as outras organizações de media. Isto acontece porque The Guardian, The New York Times e Der Spiegel são antigos e grandes, ao passo que Wikileaks ainda é jovem e pequeno.
Nós somos os perdedores. O governo Gillard está tentando matar o mensageiro porque não quer que a verdade seja revelada, incluindo informação acerca do seu próprio comportamento diplomático e político.
Terá havido alguma resposta do governo australiano às numerosas ameaças públicas de violência contra mim e outros colaboradores do Wikileaks? Alguém poderia pensar que um primeiro-ministro australiano defendesse os seus cidadãos contra tais coisas, mas houve apenas afirmações de ilegalidade completamente não fundamentadas. O primeiro-ministro e especialmente o procurador-geral pretendem cumprir seus deveres com dignidade e acima da perturbação. Fique tranquilo, aqueles dois pretendem salvar as suas próprias peles. Eles não conseguirão.
Todas as vezes que Wikileaks publica a verdade acerca de abusos cometidos por agências dos EUA, políticos australianos cantam um coro comprovadamente falso com o Departamento de Estado: "Você arriscará vidas! Segurança nacional! Você põe tropas em perigo!" Mas a seguir dizem que não há nada de importante no que Wikileaks publica. Não pode ser ambas as coisas, uma ou outra. Qual é?
Nenhuma delas. Wikileaks tem um histórico de quatro anos de publicação. Durante esse tempo mudamos governos, mas nem uma única pessoa, que se saiba, foi prejudicada. Mas os EUA, com a conivência do governo australiano, mataram milhares de pessoas só nestes últimos meses.
O secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, admitiu numa carta ao congresso estadunidense que nenhumas fontes de inteligência ou métodos sensíveis haviam sido comprometidos pela revelação dos registros de guerra afegãos. O Pentágono declarou que não havia evidência de que as informações do Wikileaks tivessem levado qualquer pessoa a ser prejudicada no Afeganistão. A Otan em Cabul disse à CNN que não podia encontrar uma única pessoa que precisasse de proteger. O Departamento da Defesa australiano disse o mesmo. Nenhuma tropa ou fonte australiana foi prejudicada por qualquer coisa que tivéssemos publicado.
Mas as nossas publicações estavam longe de serem não importantes. Os telegramas diplomáticos dos EUA revelam alguns fatos estarrecedores:
Os EUA pediram aos seus diplomatas para roubar material humano pessoal e informação de responsáveis da ONU e de grupos de direitos humanos, incluindo DNA, impressões digitais, escanerização de íris, números de cartão de crédito, passwords de internet e fotos de identificação, violando tratados internacionais. Presumivelmente, diplomatas australianos na ONU também podem ser atacados.
O rei Abdula da Arábia Saudita pediu que os EUA atacassem o Irã.
Responsáveis na Jordânia e no Bahrain querem que o programa nuclear do Irã seja travado por quaisquer meios disponíveis.
O inquérito do Iraque na Grã-Bretanha foi viciado para proteger "US interests".
A Suécia é um membro encoberto da Otan e a partilha da inteligência dos EUA é resguardada do parlamento.
Os EUA estão agindo de forma agressiva para conseguir que outros países recebam detidos libertados da Baia de Guantánamo. Barack Obama só concordou em encontrar-se com o presidente esloveno se a Eslovênia recebesse um prisioneiro. Ao nosso vizinho do Pacífico, Kiribati, foram oferecidos milhões de dólares para aceitar detidos.
Na sua memorável decisão no caso dos Pentagon Papers, o Supremo Tribunal dos EUA declarou: "só uma imprensa livre e sem restrições pode efetivamente revelar fraude no governo". Hoje, a tempestade vertiginosa em torno do Wikileaks reforça a necessidade de defender o direito de todos os media revelarem a verdade.
* Julian Assange é fundador e editor-chefe do Wikileaks
Fonte: http://www.theaustralian.com.au/
Autoridades estadunidenses não escondem o alívio e a alegria com a prisão do fundador do Wikileaks, o australiano Julian Assange, ocorrida terça-feira (7) em Londres. “É uma boa notícia”, comemorou o secretário de Defesa dos EUA, Roberts Gates, em visita ao Afeganistão, palco de mais uma guerra insana desencadeada pelo império com o apoio das potências europeias.
Por Umberto Martins
O ódio despertado na maior potência capitalista do planeta pelas verdades inconvenientes reveladas pelo Wikileaks lembra o macartismo dos anos 1950, ao mesmo tempo em que sinaliza o avanço político das forças conservadores e de extrema-direita no país. A ex-governadora do Alasca e candidata a vice-presidente pelo Partido Republicano nas últimas eleições presidenciais, Sarah Palin, comparou Assange a Obama Bin Laden. Colunistas como Jonah Goldberg, da National Review, entre outros, apelam ao assassinato puro e simples do jornalista. “Por que Assange não foi estrangulado no seu quarto de hotel anos atrás?”, indagou em artigo reproduzido recentemente numa rede de jornais.por: http://www.vermelho.org.br/Conheça um pouco a história de Julian Assange (da Wikileaks)
Criei-me numa cidade rural em Queensland onde as pessoas falavam dos seus pensamentos diretamente. Elas desconfiavam do governo como de algo que podia ser corrompido se não fosse vigiado cuidadosamente. Os dias negros de corrupção no governo de Queensland, antes do inquérito Fitzgerald, testemunham o que acontece quando políticos amordaçam os media que informam a verdade.
Estas coisas ficaram em mim. Wikileaks foi criado em torno destes valores centrais. A ideia, concebida na Austrália, era utilizar tecnologias da internet de novas maneiras a fim de relatar a verdade.
Wikileaks cunhou um novo tipo de jornalismo: jornalismo científico. Trabalhamos com outros media para levar notícias às pessoas, assim como para provar que são verdadeiras. O jornalismo científico permite-lhe ler um artigo e então clicar online para ver o documento original em que se baseia. Esse é o modo como pode julgar por si próprio: Será verdadeiro este artigo? Será que o jornalista informou com rigor?
Sociedades democráticas precisam de meios de comunicação fortes e Wikileaks faz parte desses media. Os media ajudam a manter o governo honesto. Wikileaks revelou algumas verdades duras acerca das guerras do Iraque e Afeganistão, e desvendou notícias acerca da corrupção corporativa.
Há quem diga que sou anti-guerra: para que conste, não sou. Por vezes os países precisam ir à guerra e há guerras justas. Mas não há nada mais errado do que um governo mentir ao seu povo acerca daquelas guerras, pedindo então a estes mesmos cidadãos para porem as suas vidas e os seus impostos ao serviço daquelas mentiras. Se uma guerra é justificada, então digam a verdade e o povo decidirá se a apoia.
Se já leu algum dos registros da guerra do Afeganistão ou do Iraque, algum dos telegramas da embaixada dos EUA ou algumas das histórias acerca das coisas que Wikileaks informou, considere quão importante é para todos os media ter capacidade para relatar estas coisas livremente.
Wikileaks não é o único divulgador dos telegramas de embaixadas dos EUA. Outros media, incluindo The Guardian britânico, The New York Times, El Pais na Espanha e Der Spiegel na Alemanha publicaram os mesmos telegramas.
Mas é o Wikileaks, como coordenador destes outros grupos, que tem enfrentado os ataques e acusações mais brutais do governo dos EUA e dos seus acólitos. Fui acusado de traição, embora eu seja australiano e não cidadão dos EUA. Houve dúzias de apelos graves nos EUA para eu ser "removido" pelas forças especiais estadunidenses. Sarah Palin diz que eu deveria ser "perseguido e capturado como Osama bin Laden", um projeto de republicano no Senado dos EUA procura declarar-me uma "ameaça transnacional" e desfazer-se de mim em conformidade. Um conselheiro do gabinete do primeiro-ministro do Canadá apelou na televisão nacional ao meu assassinato. Um blogueiro americano apelou para que o meu filho de 20 anos, aqui na Austrália, fosse sequestrado e espancado por nenhuma outra razão senão a de atingir-me.
E os australianos deveriam observar com nenhum orgulho o deplorável estímulo a estes sentimentos por parte de Julia Gillard e seu governo. Os poderes do governo australiano parecem estar à plena disposição dos EUA quer para cancelar meu passaporte australiano ou espionar e perseguir apoiadores do Wikileaks. O procurador-geral australiano está fazendo de tudo o que pode para ajudar uma investigação estadunidense destinada claramente a enquadrar cidadãos australianos e despachá-los para os EUA.
O primeiro-ministro Gillard e a secretária de Estado Hillary Clinton não tiveram uma palavra de crítica para com as outras organizações de media. Isto acontece porque The Guardian, The New York Times e Der Spiegel são antigos e grandes, ao passo que Wikileaks ainda é jovem e pequeno.
Nós somos os perdedores. O governo Gillard está tentando matar o mensageiro porque não quer que a verdade seja revelada, incluindo informação acerca do seu próprio comportamento diplomático e político.
Terá havido alguma resposta do governo australiano às numerosas ameaças públicas de violência contra mim e outros colaboradores do Wikileaks? Alguém poderia pensar que um primeiro-ministro australiano defendesse os seus cidadãos contra tais coisas, mas houve apenas afirmações de ilegalidade completamente não fundamentadas. O primeiro-ministro e especialmente o procurador-geral pretendem cumprir seus deveres com dignidade e acima da perturbação. Fique tranquilo, aqueles dois pretendem salvar as suas próprias peles. Eles não conseguirão.
Todas as vezes que Wikileaks publica a verdade acerca de abusos cometidos por agências dos EUA, políticos australianos cantam um coro comprovadamente falso com o Departamento de Estado: "Você arriscará vidas! Segurança nacional! Você põe tropas em perigo!" Mas a seguir dizem que não há nada de importante no que Wikileaks publica. Não pode ser ambas as coisas, uma ou outra. Qual é?
Nenhuma delas. Wikileaks tem um histórico de quatro anos de publicação. Durante esse tempo mudamos governos, mas nem uma única pessoa, que se saiba, foi prejudicada. Mas os EUA, com a conivência do governo australiano, mataram milhares de pessoas só nestes últimos meses.
O secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, admitiu numa carta ao congresso estadunidense que nenhumas fontes de inteligência ou métodos sensíveis haviam sido comprometidos pela revelação dos registros de guerra afegãos. O Pentágono declarou que não havia evidência de que as informações do Wikileaks tivessem levado qualquer pessoa a ser prejudicada no Afeganistão. A Otan em Cabul disse à CNN que não podia encontrar uma única pessoa que precisasse de proteger. O Departamento da Defesa australiano disse o mesmo. Nenhuma tropa ou fonte australiana foi prejudicada por qualquer coisa que tivéssemos publicado.
Mas as nossas publicações estavam longe de serem não importantes. Os telegramas diplomáticos dos EUA revelam alguns fatos estarrecedores:
Os EUA pediram aos seus diplomatas para roubar material humano pessoal e informação de responsáveis da ONU e de grupos de direitos humanos, incluindo DNA, impressões digitais, escanerização de íris, números de cartão de crédito, passwords de internet e fotos de identificação, violando tratados internacionais. Presumivelmente, diplomatas australianos na ONU também podem ser atacados.
O rei Abdula da Arábia Saudita pediu que os EUA atacassem o Irã.
Responsáveis na Jordânia e no Bahrain querem que o programa nuclear do Irã seja travado por quaisquer meios disponíveis.
O inquérito do Iraque na Grã-Bretanha foi viciado para proteger "US interests".
A Suécia é um membro encoberto da Otan e a partilha da inteligência dos EUA é resguardada do parlamento.
Os EUA estão agindo de forma agressiva para conseguir que outros países recebam detidos libertados da Baia de Guantánamo. Barack Obama só concordou em encontrar-se com o presidente esloveno se a Eslovênia recebesse um prisioneiro. Ao nosso vizinho do Pacífico, Kiribati, foram oferecidos milhões de dólares para aceitar detidos.
Na sua memorável decisão no caso dos Pentagon Papers, o Supremo Tribunal dos EUA declarou: "só uma imprensa livre e sem restrições pode efetivamente revelar fraude no governo". Hoje, a tempestade vertiginosa em torno do Wikileaks reforça a necessidade de defender o direito de todos os media revelarem a verdade.
* Julian Assange é fundador e editor-chefe do Wikileaks
Fonte: http://www.theaustralian.com.au/
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Uma revolução começou — e será digitalizada
Uma revolução começou — e será digitalizada
Por Heether Brooke*, do The Guardian
A diplomacia sempre incluiu jantares com as elites dominantes, acertos de bastidores e encontros clandestinos. Agora, na era digital, os relatos de todas estas festas e diálogos aristocráticos pode ser reunido numa enorme base de dados. Uma vez recolhidos em formato digital, é muito fácil compartilhá-los.
Na verdade, é para isso que a base de dados Siprnet, de onde os segredos diplomáticos norte- americanos são vazados, foi criada. A comissão governamental criada nos EUA para avaliar a segurança nacional após o 11 de Setembro fez uma descoberta notável: não era o compartilhamento de informações que ameaçava os EUA, mas o não-compartilhamento. A falta de cooperação entre agências governamentais e a retenção de informações por burocratas desperdiçaram muitas oportunidade para bloquear os ataques contra as Torres Gêmeas. Em resposta, a comissão ordenou uma restruturação dos serviços do governo e da inteligência, para que se adaptassem à própria web. A nova prática era de colaboração e compartilhamento de informações. Mas, ao contrário de milhões de membros do governo e empresas terceirizadas, o público não tinha acesso à Siprnet.Porém, os dados têm o hábito de se espalhar. Eles escorregam entre a segurança militar e também podem vazar pelo Wikileaks, o meio pelo qual eu obtive as informações. Eles violaram até os prazos de fechamento do Guardian e de outros jornais envolvidos na divulgação da história, quando um cópia clandestina do semanário alemão Der Spiegel acidentalmente chegou às bancas em Basle, na Suíça, domingo passado. Alguém a comprou, entendeu o que ela continha e começou a escanear as páginas, traduzindo-as do alemão para o inglês e postando no Twitter. Parece que os dados digitalizados não respeitam autoridade alguma, esteja ela no Pentágono, no Wikilieaks ou num editor de jornais.
Cada um de nós já viveu, pessoalmente, as enormes mudanças que vêm com a digitalização. Fatos ou informação que considerávamos efêmeros e privados agora são permanetes, públicos e agregáveis. Se o volume dos atuais vazamentos parece grande, pense nos 500 milhões de usuários do Facebook, ou nos milhões de registros mantidos pelo Google. Os governos mantêm nossos dados pessoais em enormes bases. Era caro obter e distribuir informação. Agora, é caro retê-la.
Mas quando os devassa de dados atinge o público, os governantes parecem não se importar muito. Nossa privacidade é disponível. Não surpreende que a reação aos novos vazamentos seja, agora, diferente. O que transformou, num sentido revolucionário, a dinâmica do poder não é a escala das revelações – mas o fato de que indivíduos podem tornar pública uma cópia de documentos do Estado. Em papel, estes vazamentos equivalem, segundo estimativas do Guardian, a 213.969 paginas A4, que teriam, empilhadas, a altura de 43 quilômetros. Algo impossível de vazar com segurança, na era do papel.
Para alguns, a novidade significa uma crise. Para outros, uma oportunidade. A tecnologia está rompendo as barreiras tradicionais de classe, poder, riqueza e geografia – e substituindo-as por um ethos de colaboração e transparência.
Um ex-embaixador dos Estados Unidos na Rússia, James Collins, disse à CNN que a revelação dos registros pelo Wikileaks “impedirá que as coisas seja feitas de forma normal e civilizada”. Muito frequentemente, “normal” e “civilizado” significa, na linguagem diplomática, fazer vistas grossas para injustiças sociais flagrantes, corrupção e abuso de poder. Depois de ler centenas de documentos, constato que muito dos “danos” que eles provocam é revelação embaraçosa e constrangedora de verdades inconvenientes. Em nome da segurança de uma base militar num dado país, nossos líderes aceitam um ditador brutal que oprime seu povo. Isso pode ser conveniente a curto prazo para os políticos, mas as consequências a longo prazo para os cidadãos do planeta podem ser catastróficas.
Os vazamentos não são o problema, apenas o sintoma. Revelam a desconexão entre aquilo que as pessoas desejam e precisam e o que realmente fazem. Quanto maior o segredo, mais prováveis os vazamentos. O caminho para superá-los é assegurar um mecanismos robustos para acesso público a informação relevante.
Graças à internet, esperamos um nível muito maior de conhecimento e participação, em muitos aspectos de nossas vidas. Mas os políticos resistem resolutamente aos novos tempos. Vêem-se como tutores de um público infantil – que não merece nem a verdade, nem o poder real que o conhecimento oferece.
Muito da revolta governamental sobre os vazamentos não tem a ver com o conteúdo do que é revelado, mas com a audácia de quem rompe o que eram fortalezas invioláveis da autoridade. No passado, confiávamos nas autoridades. Se um governante nos dissesse que algo poderia prejudicar a segurança nacional, tomávamos a afirmação como verdade. Agora,os dados crus por trás desta crença estão se tornando públicos. O que percebemos de vazamentos sobre as despesas de parlamentares, ou a cumplicidade de governos com a tortura, é que quando os políticos falam sobre uma ameaça à “segurança nacional”, referem-se frequentemente à defesa de sua própria posição ameaçada.
Estamos num momento crucial, em que alguns visionários, na vanguarda de uma era digital, enfrentam quem tenta, desesperadamente, controlar o que sabemos. O Wikileaks é o front de guerrilha, num movimento global por maior transparência e participação. Projetos como o Ushahidi usam redes sociais para criar mapas onde os cidadãos podem relatar violências e desafiar a versão oficial dos fatos. Há ativistas empenhados em liberar dados oficiais, para que as pessoas possam ver, por exemplo, os orçamentos públicos em detalhe.
Por ironia, o Departamento de Estado dos EUA foi um dos grandes incentivadores da inovação técnica, como meio para levar a democracia a países como o Irã e a China. O presidente Obama exortou regimes repressores a deixar de censurar a internet. No entanto, uma lei que tramita no Congresso permite ao Procurador-Geral em Washington criar uma “lista suja” de websites. É possível acreditar numa democracia forte apenas para assuntos externos?
Os governantes costumavam controlar os cidadãos por meio do fluxo restrito de informações. Agora, está se tornando impossível vigiar o que a sociedade lê, vê e ouve. A tecnologia permite desafiar coletivamente a autoridade. Os poderosos vigiaram por muito tempo as sociedades, para controlá-las. Agora, os cidadãos estão lançando um olhar coletivo sobre o poder.
É uma revolução, e todas as revoluções geram medos e incertezas. Caminhamos para um Novo Iluminismo da Informação? Ou a revanche daqueles quer querem manter controle a qualquer custo nos levará a um novo totalitarismo? O que ocorrer nos próximos cinco anos definirá o futuro da democracia no próximo século. Por isso, seria ótimo que os nossos líderes respondessem aos desafios de hoje com um olhar sobre o futuro.
–*Heether Brooke é jornalista, escritora e ativista pelo Direito à Informação. Nascida nos Estados Unidos, vive em Londres e colabora com o The Guardian
by: outraspalavras.net
Por Heether Brooke*, do The Guardian
A diplomacia sempre incluiu jantares com as elites dominantes, acertos de bastidores e encontros clandestinos. Agora, na era digital, os relatos de todas estas festas e diálogos aristocráticos pode ser reunido numa enorme base de dados. Uma vez recolhidos em formato digital, é muito fácil compartilhá-los.
Na verdade, é para isso que a base de dados Siprnet, de onde os segredos diplomáticos norte- americanos são vazados, foi criada. A comissão governamental criada nos EUA para avaliar a segurança nacional após o 11 de Setembro fez uma descoberta notável: não era o compartilhamento de informações que ameaçava os EUA, mas o não-compartilhamento. A falta de cooperação entre agências governamentais e a retenção de informações por burocratas desperdiçaram muitas oportunidade para bloquear os ataques contra as Torres Gêmeas. Em resposta, a comissão ordenou uma restruturação dos serviços do governo e da inteligência, para que se adaptassem à própria web. A nova prática era de colaboração e compartilhamento de informações. Mas, ao contrário de milhões de membros do governo e empresas terceirizadas, o público não tinha acesso à Siprnet.Porém, os dados têm o hábito de se espalhar. Eles escorregam entre a segurança militar e também podem vazar pelo Wikileaks, o meio pelo qual eu obtive as informações. Eles violaram até os prazos de fechamento do Guardian e de outros jornais envolvidos na divulgação da história, quando um cópia clandestina do semanário alemão Der Spiegel acidentalmente chegou às bancas em Basle, na Suíça, domingo passado. Alguém a comprou, entendeu o que ela continha e começou a escanear as páginas, traduzindo-as do alemão para o inglês e postando no Twitter. Parece que os dados digitalizados não respeitam autoridade alguma, esteja ela no Pentágono, no Wikilieaks ou num editor de jornais.
Cada um de nós já viveu, pessoalmente, as enormes mudanças que vêm com a digitalização. Fatos ou informação que considerávamos efêmeros e privados agora são permanetes, públicos e agregáveis. Se o volume dos atuais vazamentos parece grande, pense nos 500 milhões de usuários do Facebook, ou nos milhões de registros mantidos pelo Google. Os governos mantêm nossos dados pessoais em enormes bases. Era caro obter e distribuir informação. Agora, é caro retê-la.
Mas quando os devassa de dados atinge o público, os governantes parecem não se importar muito. Nossa privacidade é disponível. Não surpreende que a reação aos novos vazamentos seja, agora, diferente. O que transformou, num sentido revolucionário, a dinâmica do poder não é a escala das revelações – mas o fato de que indivíduos podem tornar pública uma cópia de documentos do Estado. Em papel, estes vazamentos equivalem, segundo estimativas do Guardian, a 213.969 paginas A4, que teriam, empilhadas, a altura de 43 quilômetros. Algo impossível de vazar com segurança, na era do papel.
Para alguns, a novidade significa uma crise. Para outros, uma oportunidade. A tecnologia está rompendo as barreiras tradicionais de classe, poder, riqueza e geografia – e substituindo-as por um ethos de colaboração e transparência.
Um ex-embaixador dos Estados Unidos na Rússia, James Collins, disse à CNN que a revelação dos registros pelo Wikileaks “impedirá que as coisas seja feitas de forma normal e civilizada”. Muito frequentemente, “normal” e “civilizado” significa, na linguagem diplomática, fazer vistas grossas para injustiças sociais flagrantes, corrupção e abuso de poder. Depois de ler centenas de documentos, constato que muito dos “danos” que eles provocam é revelação embaraçosa e constrangedora de verdades inconvenientes. Em nome da segurança de uma base militar num dado país, nossos líderes aceitam um ditador brutal que oprime seu povo. Isso pode ser conveniente a curto prazo para os políticos, mas as consequências a longo prazo para os cidadãos do planeta podem ser catastróficas.
Os vazamentos não são o problema, apenas o sintoma. Revelam a desconexão entre aquilo que as pessoas desejam e precisam e o que realmente fazem. Quanto maior o segredo, mais prováveis os vazamentos. O caminho para superá-los é assegurar um mecanismos robustos para acesso público a informação relevante.
Graças à internet, esperamos um nível muito maior de conhecimento e participação, em muitos aspectos de nossas vidas. Mas os políticos resistem resolutamente aos novos tempos. Vêem-se como tutores de um público infantil – que não merece nem a verdade, nem o poder real que o conhecimento oferece.
Muito da revolta governamental sobre os vazamentos não tem a ver com o conteúdo do que é revelado, mas com a audácia de quem rompe o que eram fortalezas invioláveis da autoridade. No passado, confiávamos nas autoridades. Se um governante nos dissesse que algo poderia prejudicar a segurança nacional, tomávamos a afirmação como verdade. Agora,os dados crus por trás desta crença estão se tornando públicos. O que percebemos de vazamentos sobre as despesas de parlamentares, ou a cumplicidade de governos com a tortura, é que quando os políticos falam sobre uma ameaça à “segurança nacional”, referem-se frequentemente à defesa de sua própria posição ameaçada.
Estamos num momento crucial, em que alguns visionários, na vanguarda de uma era digital, enfrentam quem tenta, desesperadamente, controlar o que sabemos. O Wikileaks é o front de guerrilha, num movimento global por maior transparência e participação. Projetos como o Ushahidi usam redes sociais para criar mapas onde os cidadãos podem relatar violências e desafiar a versão oficial dos fatos. Há ativistas empenhados em liberar dados oficiais, para que as pessoas possam ver, por exemplo, os orçamentos públicos em detalhe.
Por ironia, o Departamento de Estado dos EUA foi um dos grandes incentivadores da inovação técnica, como meio para levar a democracia a países como o Irã e a China. O presidente Obama exortou regimes repressores a deixar de censurar a internet. No entanto, uma lei que tramita no Congresso permite ao Procurador-Geral em Washington criar uma “lista suja” de websites. É possível acreditar numa democracia forte apenas para assuntos externos?
Os governantes costumavam controlar os cidadãos por meio do fluxo restrito de informações. Agora, está se tornando impossível vigiar o que a sociedade lê, vê e ouve. A tecnologia permite desafiar coletivamente a autoridade. Os poderosos vigiaram por muito tempo as sociedades, para controlá-las. Agora, os cidadãos estão lançando um olhar coletivo sobre o poder.
É uma revolução, e todas as revoluções geram medos e incertezas. Caminhamos para um Novo Iluminismo da Informação? Ou a revanche daqueles quer querem manter controle a qualquer custo nos levará a um novo totalitarismo? O que ocorrer nos próximos cinco anos definirá o futuro da democracia no próximo século. Por isso, seria ótimo que os nossos líderes respondessem aos desafios de hoje com um olhar sobre o futuro.
–*Heether Brooke é jornalista, escritora e ativista pelo Direito à Informação. Nascida nos Estados Unidos, vive em Londres e colabora com o The Guardian
by: outraspalavras.net
domingo, 5 de dezembro de 2010
Apenas para recordar, apenas para sentir, apenas para refletir, apenas...
Quem me dera voar tão alto e para bem distante onde o amor sempre pode mais...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Diga NÃO ao BBB 11
Vem aí mais uma edição do BBB (Bizarrices e Besteirol do Boninho) para alienar ainda mais o povo, em especial os adolescentes e jovens. DIGA NÃO AO BBB11 (Rosa Zamp)
Professor Edney Silva Mesquita: "Washington Araújo: mentira, deslealdade, cafajestagem no BBB 11
Mais algumas semanas e a TV Globo estará colocando no ar seu programa de maior audiência no verão brasileiro: Big Brother Brasil 11. Sucesso de público, sucesso de marketing, sucesso financeiro, sempre na casa dos milhões de reais. Fracasso ético, fracasso de cidadania, fracasso de respeito aos direitos humanos fundamentais.
Por Washington Araújo, no Observatório da Imprensa" (leia seu texto na íntegra, vale a pena)
Professor Edney Silva Mesquita: "Washington Araújo: mentira, deslealdade, cafajestagem no BBB 11
Mais algumas semanas e a TV Globo estará colocando no ar seu programa de maior audiência no verão brasileiro: Big Brother Brasil 11. Sucesso de público, sucesso de marketing, sucesso financeiro, sempre na casa dos milhões de reais. Fracasso ético, fracasso de cidadania, fracasso de respeito aos direitos humanos fundamentais.
Por Washington Araújo, no Observatório da Imprensa" (leia seu texto na íntegra, vale a pena)
Folha, de rabo preso com o terror
Excelente texto que esclarece uma parte do poder do PIG
Altamiro Borges: Folha, de rabo preso com o terror
Altamiro Borges: Folha, de rabo preso com o terror
O Preço da Floresta...quantos mais precisarão morrer?
Chico Mendes - O Preço da Floresta (2008): "(Brasil, 2008, 43min. - Direção: Rodrigo Astiz) Chico Mendes era visto pelos poderosos no Brasil como um estorvo, como um terrorista, como ..."
by docverdade.blogspot.com
by docverdade.blogspot.com
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
A Juventude como ela é e a mudança de gerações.
Vídeo excelente!!!
A Juventude como ela é e a mudança de gerações.: "Confesso que, sob influência de várias pessoas, estava pensando em escrever algo sobre a mudança das gerações e a especificidade de cada u..."
A Juventude como ela é e a mudança de gerações.: "Confesso que, sob influência de várias pessoas, estava pensando em escrever algo sobre a mudança das gerações e a especificidade de cada u..."
domingo, 28 de novembro de 2010
Carl Orff: Carmina Burana - a sincronia perfeita...
A sincronia perfeita, o trabalho de equipe acima de qualquer vaidade, uma única partitura e centenas de atitudes direcionadas a um único resultado. Quem dera os setores primordiais da sociedade funcionassem como uma orquestra...
sábado, 27 de novembro de 2010
Emilia Ferreiro: ''O momento atual é interessante porque põe a escola em crise'' | Língua Portuguesa | Nova Escola
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Belo esse Cordel que trata de um povo, de costumes, de uma cultura tão ou mais sábia
Parabéns Valdeck de Garanhuns
sábado, 20 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Espaço curvo e finito
Espaço Curvo e Finito
Oculta consciência de não ser,
Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças
E ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe,
Um longe aqui.
Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.
José Saramago
Oculta consciência de não ser,
Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças
E ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe,
Um longe aqui.
Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.
18 de Novembro, tal dia como o de hoje
Com Texto Livre: 18 de Novembro, tal dia como o de hoje: "Tal dia como o de hoje nasceu José Saramago segundo o registo civil. Mas já sabemos que as actas oficiais também podem distorcer a realidade..."
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
A Escola serve Pra que ?
Vídeo excelente de um povo bravo e heróico.
Uma pergunta e dezenas de respostas colhidas que englobam praticamente todos os problemas que vivenciamos hoje no dia a dia da escola. O mais interessante ainda é ouvir palavras tão sábias da boca de pessoas tão humildes, mas nem por isso palavras de senso comum. Povo de uma região que ao término da última eleição foi alvo de preconceitos por parte daqueles que se dizem "educados", "escolarizados".Estes têm é muito o que aprender com esse nobre e sábio povo. http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=3JZzSed3loM
Uma pergunta e dezenas de respostas colhidas que englobam praticamente todos os problemas que vivenciamos hoje no dia a dia da escola. O mais interessante ainda é ouvir palavras tão sábias da boca de pessoas tão humildes, mas nem por isso palavras de senso comum. Povo de uma região que ao término da última eleição foi alvo de preconceitos por parte daqueles que se dizem "educados", "escolarizados".Estes têm é muito o que aprender com esse nobre e sábio povo. http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=3JZzSed3loM
terça-feira, 16 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Basta gostar do que se faz? Bah...pura hipocrisia
Profissão: professor – sempre necessária : Joseph Razouk Jr.
Bom o artigo, mas faltou complementar que para o professor alcançar tudo
que se espera dele, antes,paralelo e permanentemente é preciso dar-lhe tudo
o que ele necessita enquanto gente que também é!
Bom o artigo, mas faltou complementar que para o professor alcançar tudo
que se espera dele, antes,paralelo e permanentemente é preciso dar-lhe tudo
o que ele necessita enquanto gente que também é!
Até quando o "pilar do amor" pelo ofício me sustentará?
Como melhorar a qualidade na educação com um docente desmotivado, desiludido, desencantado?
Que tipo de profissional se espera desse personagem cujo valor econômico nunca foi lá grande coisa, porém, agora perdeu também seu valor social?
Qualidade na educação apenas à base do "amor pelo que se faz"? Minha mãe sempre me disse: "amor não enche barriga"! No auge da juventude e de um mundo de utopias, eu a debochava.
É certo, que esse muitas vezes é o pilar que nos sustenta: o amor. Entretanto, sinto que as rachaduras já tão aparentes, profundas, anunciam o seu desmoronamento.
Ah...salvem os pilares protagonistas da educação, antes que seja tarde!
Que tipo de profissional se espera desse personagem cujo valor econômico nunca foi lá grande coisa, porém, agora perdeu também seu valor social?
Qualidade na educação apenas à base do "amor pelo que se faz"? Minha mãe sempre me disse: "amor não enche barriga"! No auge da juventude e de um mundo de utopias, eu a debochava.
É certo, que esse muitas vezes é o pilar que nos sustenta: o amor. Entretanto, sinto que as rachaduras já tão aparentes, profundas, anunciam o seu desmoronamento.
Ah...salvem os pilares protagonistas da educação, antes que seja tarde!
O mundo dá voltas
Quantas voltas ainda terás que dar ó mundo para que o Ser Humano aprenda o significado do "Ser"?
domingo, 7 de novembro de 2010
Vídeo: O Poder da Visão - as transformações do mundo, da vida...
Muito mais que palavras é preciso ação e que esta seja movida à emoção!
As imagens, o texto, as músicas formam um conjunto harmonioso e emocionante. Sim, desperta muito a emoção, às vezes, adormecida de tanto ouvir que se tem de pensar e agir com a "razão". Mas razão de quê? Pra quê? Para quem? Será que o universo surgiu a partir da "razão"? É só de razão que se fez/se faz todas as transformações da sociedade atual? É apenas ela que nos move diante de um intensa alegria ou de uma lágrima doída no olhar de uma criança? Se a "razão" for a senhora a ser obedecida, serei uma eterna desobediente! Rosa Zamp
.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.
Na última passagem pelo Brasil, Antonio Nóvoa usou em sua palestra uma bonita reflexão que é esta, de George Steiner, em que se refere ao nazismo:
"Por que razão as humanidades, por que razão a ciência, a arte, a literatura não nos deram nenhuma proteção diante do desumano? Por que podemos tocar Schubert à noite e cump...rir o 'dever', no dia seguinte, matando no campo de concentração? Nem as grandes obras, nem a música, nem a arte, puderam impedir a barbárie total. Como era possível tocar Debussy, escutando os gritos daqueles que passavam pelas cercas de Munique a caminho dos campos de morte da Dachau?"
E Nóvoa arrisca a sua hipótese:
- Porque faltou um conhecimento contextualizado sobre si mesmo.
- Porque faltou uma reflexão de si mesmo com o outro e pelo outro.
E completa: Formar é criar as condições para que o outro se faça obra de si mesmo.
Acho que ele tem razão...(compartilhado no Facebook por Rosaura Soligo um dia depois do que escrevi e ela não conhecia meu blog...)
As imagens, o texto, as músicas formam um conjunto harmonioso e emocionante. Sim, desperta muito a emoção, às vezes, adormecida de tanto ouvir que se tem de pensar e agir com a "razão". Mas razão de quê? Pra quê? Para quem? Será que o universo surgiu a partir da "razão"? É só de razão que se fez/se faz todas as transformações da sociedade atual? É apenas ela que nos move diante de um intensa alegria ou de uma lágrima doída no olhar de uma criança? Se a "razão" for a senhora a ser obedecida, serei uma eterna desobediente! Rosa Zamp
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Na última passagem pelo Brasil, Antonio Nóvoa usou em sua palestra uma bonita reflexão que é esta, de George Steiner, em que se refere ao nazismo:
"Por que razão as humanidades, por que razão a ciência, a arte, a literatura não nos deram nenhuma proteção diante do desumano? Por que podemos tocar Schubert à noite e cump...rir o 'dever', no dia seguinte, matando no campo de concentração? Nem as grandes obras, nem a música, nem a arte, puderam impedir a barbárie total. Como era possível tocar Debussy, escutando os gritos daqueles que passavam pelas cercas de Munique a caminho dos campos de morte da Dachau?"
E Nóvoa arrisca a sua hipótese:
- Porque faltou um conhecimento contextualizado sobre si mesmo.
- Porque faltou uma reflexão de si mesmo com o outro e pelo outro.
E completa: Formar é criar as condições para que o outro se faça obra de si mesmo.
Acho que ele tem razão...(compartilhado no Facebook por Rosaura Soligo um dia depois do que escrevi e ela não conhecia meu blog...)
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Áudio: literatura de Cordel e o gibi na sala de aula
Portal do Professor - página possui aula completa com os recursos e links a serem utilizados
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